O complemento oblíquo do verbo chegar
Gostaria que me esclarecessem uma dúvida que surgiu relativamente à função sintática modificador.
Na frase «Ela chegou à escola», «à escola» é complemento oblíquo. E na frase «Ela chegou esta manhã», «esta manhã» é também complemento oblíquo, ou é modificador do grupo verbal? «Esta manhã» também é selecionado pelo verbo? Ou «Ela chegou» é uma frase perfeitamente gramatical, não necessitando de mais nenhum elemento. Se assim é, como poderemos explicar aos alunos a diferença entre estes dois casos? Será porque o verbo chegar reenvia para espaço, e, por isso, necessita de um complemento?
Agradeço, desde já, a vossa atenção e disponibilidade.
O se do verbo isolar-se
Na frase: «Eles isolaram-se a um canto», o se é inerente? Desempenha função sintática?
Poderiam ajudar-me a fazer a análise sintática da frase?
Obrigada.
Sujeito como particípio passado e adjetivo
Gostaria de saber se, na frase «As agências de crédito devem ser/estar sujeitas a fiscalização», devo utilizar o verbo ser ou estar. Assim, a expressão correcta é «estar sujeito a», ou «ser sujeito a»?
A sintaxe do verbo debitar
O verbo debitar selecciona que preposição: de, ou em?
Tenho ouvido e lido coisas como «debitar na minha conta», mas, como o sentido é negativo, de subtracção, diria que o de é mais apropriado (como em «concordar com» e «discordar de»).
Obrigado.
A origem da forma perco (verbo perder)
Desejo saber qual é a origem do -c- das formas perco, perca, percas... (do verbo irregular perder) partindo da forma latina, que tinha -d-: perdo, perdis, perdere, etc.
Obrigado.
A sintaxe do verbo carecer
Quando queremos dizer que um aluno necessita de reforçar determinado conteúdo ou aprendizagem efetuada, dizemos que ele «carece reforçar» ou «carece de reforçar»?
Tenho sempre dúvida se deverei colocar ou não a preposição.
A sintaxe do verbo auxiliar
Minha dúvida é sobre a regência do verbo auxiliar.
Devo dizer «este programa auxiliou a detecção de erros», «este programa auxiliou à detecção de erros», ou «este programa auxiliou na detecção de erros»?
O dicionário indica que auxiliar é transitivo direto, porém acredito que se considerem «pessoas» como objeto direto e «detecção de erros» como complemento.
Por exemplo: «Este programa auxiliou-nos na detecção de erros.» Ao se retirar tal objeto, a forma correta da construção apresentada seria, portanto, «este programa auxiliou na detecção de erros»?
«Haver que», seguido de verbo no infinitivo
Em castelhano são muito comuns frases do tipo hay + que + infinitivo, por exemplo: «a esto hay que sumar propuestas creativas como...»; «Hay que trabajar»; «hay que oír y hay que hablar», etc. São corretas e de uso aconselhavel em português as frases com a construção há + que + infinitivo? Que outras formas sem o verbo haver são sinónimas e de uso geral?
Muito obrigado.
Entender + oração de infinitvo (concordância)
Qual a forma correcta?1 – «entendemos estar preparados»,
ou 2 – «entendemos estarmos preparados»?
Verbos com discordância gráfica
Relativamente a um esclarecimento de 1999, parece-me que não está em conformidade com a informação do Dicionário Terminológico:
«Verbo cuja flexão se afasta da flexão do paradigma a que pertence. As irregularidades podem afectar o radical ou os sufixos de flexão. Algumas irregularidades são meramente gráficas. Nos verbos irregulares há formas regulares. Exemplos posso/podes/podemos – medir/meço/medisse – ficar/fiquei – caçar/cacei – chegar/cheguei».
Estarei errada?
Desde já, a minha gratidão.
