DÚVIDAS

O uso do se junto a verbos no infinitivo e no gerúndio
Recentemente, deparei-me com um tópico envolvendo a escrita no nosso idioma que acabou por me gerar duas dúvidas próximas entre si, por isso tomo a liberdade de apresentá-las em conjunto ao Ciberdúvidas. Trata-se do uso do se junto a verbos no infinitivo e no gerúndio (excluindo da discussão verbos pronominais/reflexivos, que sem dúvida exigiriam o se). Fui informado que em diversos casos envolvendo o infinitivo impessoal, já carregando ele impessoalidade e valor passivo, será dispensável o uso do se tanto como índice de indeterminação do sujeito quanto como pronome apassivador. Cito alguns exemplos: «Fazer o bem é importante» (e não «Fazer-se o bem»), «Osso duro de roer» (e não «duro de roer-se»), «Hora de chamar a polícia» (e não «de chamar-se a polícia»). Gostaria de perguntar se, em casos como esses, o uso do se é meramente dispensável ou, mais do que isso, é proibido. Se meu entendimento (leigo) não é falho, suponho que a presença do se simplesmente assinalaria a voz passiva ou o índice de indeterminação do sujeito (conforme o caso), daí a dúvida quanto a uma estrita proibição de seu uso em decorrência do infinitivo impessoal. No entanto, o assunto trouxe-me outra dúvida, para mim mais difícil ainda de resolver. A linha de pensamento exposta acima, se correta, aplicar-se-ia ao gerúndio também? Dizendo de outro modo, o gerúndio pode tornar o índice de indeterminação do sujeito e o pronome apassivador se igualmente dispensáveis? Apresento alguns casos a seguir e sobre eles gostaria de perguntar se o se é necessário, facultativo ou, até mesmo, proibido. 1) «Levando-se em conta a crise, bom seria aumentar a poupança.» 2) «A obra desses poetas, considerando-se o pouco que viveram, é vastíssima.» 3) «Pensando-se em casos como o dele, não pode haver dúvidas quanto ao perigo de fumar.» 4) «Vivendo-se, daí vem a paciência.» Muito obrigado. Parabéns pelo site!
Usos situacional e textual dos demonstrativos este e aquele
Gostaria de vos pedir um esclarecimento a respeito da seguinte frase: «Ou este óleo se procura situar num momento anterior à ruína das muralhas, ou a ruína não é levada à letra, uma vez que estas estão, aqui, intactas.» O emprego do determinante demonstrativo estas está correcto? Ou, por estarmos a fazer referência ao substantivo muralhas, deveríamos escrever aquelas? Obrigada pela vossa ajuda.
Ainda a diferença entre que e «o qual»
Em 14/7/2010, em consulta feita por Artur Crisóstomo, afirma ele que «num desses sítios encontrei a seguinte regra: quando uma preposição antecede o pronome relativo, caso [a preposição] possua uma sílaba usa-se que ou quem, caso possua duas ou mais sílabas usa-se qual. Deram os seguintes exemplos: «O homem com quem falei era muito rico» e «O restaurante sobre o qual te falei foi comprado pelo meu irmão.» No que tange a essa regra, que já vi citada na Nossa Gramática, do prof. Luís Antônio Sacconi, afirma o prof. Carlos Rocha que «A respeito da relevância do número de sílabas para a selecção de pronomes relativos, tenho a dizer não existe a regra encontrada pelo consulente: 3 – «O homem OK com quem/OK sobre quem falei era muito rico.» 4 – «O restaurante OK sobre o qual/OK no qual te falei foi comprado pelo meu irmão.» No exemplo 4, já que tal regra não existe, poderíamos dizer e escrever «O restaurante sobre que te falei foi comprado pelo meu irmão»? A propósito, após a preposição sob também só se admite o qual. Ex.: «Era uma ponte em arco, sob a qual corriam águas remansosas.» Obrigado.
O uso de V. S.ª e Il.ma com pessoas do sexo feminino
Gostaria de saber se é correto utilizar V.Sa ou Ilma para pessoas do sexo feminino. Ou é indiferente? Pergunto isso pois visualizei, em um site da Editora Meca, que tal tratamento é incorreto e que somente pode-se usar DD ou Sra. Por favor, trabalho com correspondencias e não gostaria de maltratar nossa língua, compreende? Agradeço sua atenção. No aguardo de sua resposta.
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