Início Respostas Consultório Campo linguístico: Anáfora/Co-Referência
Luís Pereira Professor Coimbra, Portugal 456

Por que motivo se designa, nalguns manuais, a categoria de pronome pessoal, quando este não se refere a uma pessoa, mas sim a um objeto? Parece-me incoerente. Vejamos o caso: «Vamos comprá-la (uma casa).» Neste exemplo seguinte já faz sentido: «Ele cumprimentou-a (a Raquel).» Podiam explicitar-me o motivo de se chamar pronome pessoal no primeiro caso?

Muito obrigado pelo vosso tempo.

 

Arsénio Sacramento Cascais, Portugal 879

Qual é a vossa opinião sobre a utilização simultânea dos pronomes vocês e vós num mesmo texto? Seria incoerente empregar vocês como sujeito, a fim de se evitar a conjugação da segunda pessoal do plural, ao mesmo tempo que se utiliza vós nos demais casos, sobretudo como complemento? Passo a apresentar alguns exemplos:

(1) Se [vocês] forem ferozes como eu sou, os miúdos do bairro também terão medo de vós.

(2) Ao contrário de vós, que fazem sempre as coisas à vossa maneira, eu consulto sempre o patrão antes de fechar qualquer negócio.

(3) [Vocês] Acham que mais alguém além de vós vai aparecer na festa?

Henrique Guedes Servidor público Gama, Brasil 4K

Gostaria de saber se, na frase «Um grupo de professores altamente qualificado», está errada a concordância do termo «qualificado» ou se, ao contrário, este termo pode ficar no singular ou no plural, devido ao elemento «um grupo».

Nélson Cruz Revisor de texto Porto, Portugal 3K

Esta construção, «foi-o», na frase que cito de seguida, é possível? E em que manual poderei também ler mais sobre isto?

«O tipo que aqui escreve é um pouco tudo isto junto, talvez, ou foi-o, entre estes anos, além de muito mais, que não está escrito, ou talvez então não seja nada...»

Alberto Manuel Sebastião Belo Educando em Língua e Literatura Portuguesa Luanda, Angola 6K

Alguém já disse, certa vez: «Eu fi-lo porque qui-lo.» Acertou?

Se não, porquê?

Fernando Lamas Informático (reformado) Mem Martins, Portugal 4K

Agradecia o esclarecimento pertinente sobre esta dúvida:

«Transformar numa outra pessoa.» Determinante indefinido (DI) ou/e demonstrativo (DD)?

DD

«Uma outra» ou «numa outra» indica a qualidade (posição) de um ser em relação a outro: já não é este, é diferente deste.

DI

Um demonstrativo expressa localização no espaço e no tempo. Não é o que acontece nesta frase.

Ana Silveira Professora Lisboa, Portugal 3K

Num manual de apoio à disciplina de Português, encontrei o exercício que passo a transcrever:

«Ler um autor é criar um novo texto, saído do que lemos, através de uma leitura original, valorativa deste ou daquele aspeto que nos encontra ou nos agride, semelhante ou diferente de nós, da nossa maneira de ser e de estar, das nossas inquietações e aspirações, usufruindo do Escritor, das múltiplas vias, por ventura nem sempre conscientes, que nos franqueia das sugestões, da riqueza imaginativa, da sua capacidade de observar e interpretar o mundo e os outros. (…)»

Em «que nos franqueia», o antecedente do pronome que é...

a) (d)o Escritor.

b) conscientes.

c) (d)as múltiplas vias.

d) nossas inquietações e aspirações.

Gostaria de saber se a resposta correta é «d(o) Escritor» ou «(d)as múltiplas vias», sendo que, neste caso, há um erro de concordância verbal.

Elisabete Oliveira Funcionária pública Viseu, Portugal 3K

Ao analisar a frase «O cavaleiro entregou ao rei a longa espada que ele lhe pedira», quais as funções sintáticas de ele e lhe?

Bráulio Manuel Estudante Luanda, Angola 6K

«Vós atendestes os clientes que chegaram mais tarde, não foi?»

Por favor, ajudem-me a pronominalizar a frase supracitada.

Margarida Cabral Fernandes Professora do ensino secundário Cascais, Portugal 7K

Sobre o esclarecimento 24 344, na frase «Existem velhas parábolas chinesas sobre tudo, e as que não existem a gente inventa» sobre a qual é pedido um esclarecimento, consideram que as é um pronome demonstrativo porque pode ser substituído por aquelas. No entanto, também pode estar a substituir a palavra parábola, num mecanismo de coesão textual. Então, por que razão considerá-lo um pronome demonstrativo e não um pronome pessoal? Afinal, o, a, os, as são pronomes pessoais? São demonstrativos? Será que só é demonstrativo o pronome o quando antecede o relativo que («Sei o que pensas») ou antecede/segue um verbo («O João disse-o») e pode ser substituído por isso/aquilo?