Consultório - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
 
Início Respostas Consultório Campo linguístico: Pronúncia
Paula Lança Professora Beja, Portugal 7K

Mais do que uma vez, tem aparecido o termo "esculateira" para designar uma cafeteira de café usada em tempos mais idos. Sempre presumi que se tratasse de uma corruptela do termo "chocolateira". Em pesquisas procurei perceber se este termo estava referenciado como tal ou apenas o que apareceria numa pesquisa pela Internet.

Em português de Portugal nada é referido, mas está disponível alguma informação oriunda do Brasil onde o termo é mesmo usado na sua forma corrompida: esculateira.

Trata-se efetivamente de uma corruptela de chocolateira? Há algumas referências linguísticas, históricas, etnográficas ou outras, relativamente a este termo?

António Mateus Jornalista Lisboa, Portugal 13K

Li o comentário sobre a forma como deve ser pronunciado o apelido Félix, onde se refere ser mais correcto ¹ pronunciar-se ''Félicse", e não Félixe", como é prática do próprio.

É "errado" dizer-se da forma como ele (o futebolista João Félix – e respectiva família) o faz, é mais correcto pronunciar como "Félixe", ou são ambas aceites devendo, como tal, escolher-se na pronúncia por jornalista a praticada pelo próprio?

¹ Não uso o Acordo Ortográfico  em escrita pessoal. Apenas quando sou obrigado a isso.

Obrigado.

César Silva Engenheiro Portugal 9K

Li numa das vossas respostas que um ditongo crescente é, na realidade, um falso ditongo porque a suposta sílaba é sempre passível de ser dividida em duas sílabas. Parece-me óbvio em história ou em viola, mas não sei como poderei fazê-lo nos ditongos presentes em quota ou quadro.

Outra dúvida tem a ver com uma semivogal entre duas vogais. Por exemplo, gaiato define-se como tendo três sílabas, com um ditongo decrescente: gai-a-to. Contudo, foneticamente, não vejo razão para não dividirmos de forma diversa, com ditongo crescente: ga-ia-to. A que sílaba pertence a semivogal i? À primeira ou à segunda sílaba? Não existe aqui uma ambiguidade natural?

Obrigado.

Francisco Artur Ferreira Professor Anadia, Portugal 2K

Acerca do nome da jovem ativista sueca Greta Thunberg, qual será a melhor maneira de o pronunciar? O Thunberg lê-se "tumbergue"?

Duarte O. Vieira Tradutor Olomouc, República Checa 2K

Como se pronuncia Vancouver em Portugal?

Carlos Miguel Gonçalves Padre Moscavide, Portugal 7K

Sempre disse e ouvi dizer o nome Isaac como que contraindo os dois a em á; portanto [Izáque].

Recentemente ouço dizer e ler este nome de outras formas, nomeadamente [Izá-áque].

Eu julgava que o uso tinha consagrado a primeira forma de dizer, mesmo mantendo a grafia que aparece já desde a personagem bíblica, o patriarca Isaac filho de Abraão. Mas agora fico na dúvida.

Poderiam esclarecer se neste caso há ou não uma forma correta de dizer este nome.

Muito obrigado por todo o vosso trabalho.

Christine Soares de Oliveira Advogada Niterói, Brasil 4K

Estou analisando um poema escrito em português de Portugal nos anos 90, e a colocação pronominal está acentuada da seguinte forma: "entregámo-nos", com acento agudo no "a".

Minha dúvida é: o verbo entregar, escrito dessa maneira, está em qual tempo verbal?

José de Vasconcelos Saraiva Estudante de Medicina Foz do Iguaçu, Brasil 2K

Em palavras como indemne, indemnizar, subtil, subtileza, o m e o b soam no português europeu?

Excelente o vosso trabalho.

Armando Dias Reformado Lagos, Portugal 3K

A propósito do caso da jovem imigrante sem-abrigo que abandonou o filho recém-nascido num contentor do lixo [em Lisboa], ouvi o  termo adoptabilidade que, confesso, desconhecia (nem se encontra dicionarizado), mas que creio faz parte do léxico jurídico: [suponho que] "adaptabilidade", no sentido do processo legal para a adoção do bebé*.

Ou seja: qual a diferença entre adoptabilidade e adoção, e em que  registo se usa um e outro?
 
* in Lei de Proteção de Crianças e Jovens em Perigo Anotada, de Paulo Guerra.

Luciana Guimarães Linguista Salvador, Bahia, Brasil 24K

Estou curiosa para saber as possíveis pronúncias atestadas para a letra y em português europeu (somente).

Portal da Língua Portuguesa traz [transcrição fonética] IPA/AFI [ˈip.si.lõ], com vogal nasal no final da palavra como a pronúncia padrão e não padrão de Lisboa.

Eu e meu amigo estávamos discutindo se essa pronúncia estaria competindo com [ˈip.si.lɔn]. Qual a forma ensinada nas escolas em Portugal? Existe variação (que é o que me interessa realmente)?

Encontrei dois links relevantes:

1) https://youtu.be/-Zvp8jPSSSI?t=94

2) https://youtu.be/Jlhxs_s2oz0?t=84

São materiais portugueses usados para ensinar o ABC para crianças. As pronúncias são divergentes e para mim atestam variação linguística aceitável. Qual é a opinião dos senhores?

Muito obrigada!