DÚVIDAS

O sistema de transcrição Hepburn do japonês e a fonética portuguesa do Século XVI
O sistema de transcrição fonética Hepburn estará por alguma forma relacionado com a fonética portuguesa do século XVI através da transliteração organizada pelos monges jesuítas portugueses que viviam no Japão naquela época? Pergunto isto, porque a designação japonesa dada em caracteres latinos que eu conheço como “Dojotyo” (director ou responsável que preside um “dojô” = recinto de prática religiosa ou arte marcial), quanto eu sei, deve ser proferida “dô-jô-tchiô”, pois a consoante /t/ representada no grupo fonético “tyo” com o apoio da semivogal /y/ é palatalizada, tal como ainda hoje boa parte dos brasileiros pronuncia o vocábulo /tio/ (tchio) designação para irmão dos pais, porém diferençado apenas pelo quase emudecimento da semivogal /y/ do japonês /tyo/ que se realiza nesse contexto quase como “tcho”. Como eu também sei que os japoneses durante a Segunda Guerra Mundial usaram um sistema de criptografia baseado precisamente nessa transliteração organizada no século XVI, creio que não será nada extraordinário que o americano Hepburn o tenha rebuscado no século XIX.
Sequências vocálicas em área e água
Gostaria que me esclarecessem como se classificam as palavras terminadas em ditongo crescente. Já houve até quem considerasse, por exemplo, área como esdrúxula e água como grave, usando o argumento de que o gu- não se pode separar do a. Sei que estas palavras são consideradas como falsas esdrúxulas, ou falsas proparoxítonas, mas se se tiver de ensinar a um aluno do ensino básico, ou mesmo de ensinos subsequentes, como devemos classificá-las? Já agora, como se pronunciam os oo de proparoxítona e de paroxítona antes da sílaba tónica? Obrigado pela vossa atenção e paciência.
A pronúncia de voo, enjoo, perdoo, etc.
Já é sabido que no Norte de Portugal se pronuncia riu e rio de maneira diferente ([riw] e ['ri.u], respectivamente), enquanto no Sul de Portugal são pronunciados da mesma maneira (ambos [ʁiw]). Surgiram-me então as seguintes dúvidas: 1 – Na palavra voo (e outras palavras como enjoo, perdoo, etc.), como é a pronúncia-padrão? É ['vo.u], ou [vow]? 2 – Como é que os lisboetas pronunciam: como ditongo, ou como hiato? 3 – E se por acaso a pronúncia no Sul de Portugal for um ditongo, isso não deita abaixo o conceito que «no Sul de Portugal não existe o ditongo [ow]»? Obrigado.
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