Modificador do grupo verbal: «para a mãe»
Na frase «Ele comprou flores para a mãe», o constituinte «para a mãe» desempenha a função de complemento indireto?
A dúvida surge porque podemos substituir a expressão pelo pronome lhe.
«Ele comprou-lhe flores.»
«Ele comprou-as para a mãe.»
Interrogativas: «o que é que...?» e «o que que...?»
Tenho a idea de que em Portugal se usa «que é que» como a forma mais correta em casos como «o que é que ele faz?», «o que será que», «de que é que», etc.
Mas que no Brasil a parte «é que» já não é usada, tendo este idioma [sic] uma maior preferência pela chamada simplificação: «que ele faz?», «que será», «de que», etc.
Não consigo encontrar uma referência sucinta que:
1- Explique se existe de facto tal diferença entre o nosso lusitano português e o do Brasil.
2- Explique e defenda tal uso em Portugal, isto é, que as várias formas aqui exemplificadas por «o que é que ele faz» são mais corretas do que as que seguiriam como exemplo «o que ele faz».
Seria possível tal explicação, e também por favor as referências em que esta se basearia?
Aproveito para vos agradecer imenso pelo bom trabalho! Vocês ajudam a formar pilares necessários para a língua portuguesa!
Parabéns!
Sobre o uso de onde
Não foram poucas as vezes em que tive de pesquisar quais as situações nas quais se usa a palavra onde, após me deparar inúmeras vezes com ela sendo usada, muitas vezes de forma claramente incorreta, como referência às mais diversas coisas, desde períodos de tempo a textos e equações, em contextos que exigem linguagem formal, como notícias, artigos e livros texto.
Sempre cheguei à mesma resposta: a palavra onde deve ser usada unicamente como referência a lugares físicos.
Minha pergunta é: existe algum contexto dentro da linguagem formal em que seja permitido o uso da palavra como referência a algo que não seja um lugar, alguma nuance que o permita ou algum erro na resposta que encontrei inúmeras vezes?
Acho difícil acreditar que a palavra seja tão amplamente utilizada de forma incorreta em contextos formais, e é mais provável que seja eu quem está errado, mas não encontro nenhum material que indique isso.
Obrigado.
«Para nós os dois» e «para nós dois»
Qual a frase mais correta?
«Tenho suficiente para nós dois» ou «Tenho suficiente para nós os dois»?
Obrigada.
Modificador do nome: «um doente de cardiologia»
Na frase «O Lourenço é um doente com sida», qual a função sintática de «com sida»?
Na frase «O Lourenço é um doente de cardiologia», qual a função sintática de «de cardiologia»?
Do e «de o» II
Considerando a frase:
«Assim, é função do gramático preservar o uso de ser corrompido pela ignorância.»
pergunto se poderia ser escrita:
«Assim, é função de o gramático preservar o uso de ser corrompido pela ignorância.»
Em que caso não se usa contração, quando vier um verbo no infinitivo?
Obrigado.
O pronome quem e o seu antecedente
Gostava de saber se o uso de quem nesta oração «A mulher quem canta» estava correta ou não.
Grato pela resposta.
«Servir de/como»
«Nesse sentido, a defesa do direito à liberdade de expressão não pode servir como argumento para justificar a tolerância à propagação de discursos de ódio.»
É correta a utilização de como depois do verbo servir?
Seria mais correta a utilização da preposição de?
Obrigado!
«Modo como...» vs «modo admirável»
Aqui vão duas questões:
1) Na frase «São momentos visualmente curiosos, em particular pelo modo como conciliam as paisagens naturais com os efeitos digitais», como se classifica a oração subordinada e que função sintática desempenha?
2) Na frase «A amada do poeta é elogiada de um modo admirável», que função sintática desempenha o constituinte «admirável»?
Desde já agradecida, Maria Conceição
O uso de proibir com infinitivo
Consultando algumas referências sobre infinitivo e verbos causativos/sensitivos, percebo que os exemplos quase sempre envolvem o infinitivo como objeto direto.
Entretanto, deparei-me com o caso do infinitivo como objeto indireto, relativamente comum quando se utiliza o verbo proibir (que suponho ser também um verbo causativo). Deixo um exemplo sobre a questão:
«Ele proibiu os alunos de fazerem algazarra» X «Ele proibiu os alunos de fazer algazarra.»
Fazendo uma pesquisa em textos, me parece ser mais comum a flexão nesses casos. No entanto, gostaria de perguntar qual dos dois seria preferível segundo a norma culta. Se puder aproveitar a oportunidade, gostaria ainda de pedir uma orientação quanto à forma mais correta de lidar com uma variante da questão, isto é, quando substantivo for substituído pelo pronome:
«Ele proibiu-os de fazerem algazarra» X «Ele proibiu-os de fazer algazarra.»
Agradeço desde já e parabenizo o sítio pela excelência.
