A sintaxe de «licenciado/mestre/doutor por...»
Confirmei no Dicionário Prático de Regência Nominal de Celso Pedro Luft que se escreve, tal como se ouve habitualmente, «sou licenciada em x PELA Universidade y» e «sou doutora(/doutorada) em x PELA Universidade y».
Pergunto, primeiro, se o mesmo se aplica – como seria de esperar – à designação mestre: é-se mestre em x POR [instituição de ensino y] (o dicionário referido é omisso neste ponto)?
Pergunto, depois, se é possível explicar gramaticalmente esta construção, que não é óbvia para mim.
Na frase «Sou licenciada pela Universidade y», «pela Universidade y» desempenharia, se compreendo bem, a função sintática de complemento agente da passiva – é a instituição de ensino que "licencia", i.e. que confere o grau académico de licenciado ao estudante. Não sei se este raciocínio está correto, e não consigo aplicá-lo aos outros casos: em «sou mestre pela Universidade y» e em «sou doutor pela Universidade y», o mesmo constituinte («pela Universidade y») não pode desempenhar a função sintática referida, parece-me. Conseguiriam explicar esta construção?
Obrigada pelo vosso precioso trabalho.
Complemento oblíquo: «passear pelo jardim»
Na frase «Fui passear pelo jardim» – «pelo jardim» é complemento oblíquo ou modificador do grupo verbal?
O verbo vestir
Tenciono questionar um determinado grupo de pessoas, solicitando-lhes uma palavra como resposta (família, união, doces,...).
Tenho dúvidas relativamente à melhor opção:
a) De que vais vestir o teu Natal?
b) Do que vais vestir o teu Natal?
Agradecida.
A expressão «estar a fim de (algo/alguém)»
Na expressão «estar a fim de algo/alguém», e.g., (1) «estou a fim de você» ou (2) «estou a fim de ver um filme», qual função sintática da locução «a fim de» bem como da partícula que a sucede: (1) «você» e (2) «ver um filme»?
Seriam iguais em ambos os casos ou assumiriam funções diferentes?
Desde já exprimo meu sentimento de gratidão e apreço pelo vosso trabalho!
Imaginar na passiva e predicativo do sujeito
Como classificar a expressão «como um salvador» em «ele foi imaginado como um salvador»?
Uso transitivo do verbo ligar
Gostaria de saber se o verbo ligar pode ser usado como intransitivo na frase seguinte que aparece nas instruções de utilização de um dispositivo médico.
«Desligue o dispositivo e ligue novamente.»
Na minha opinião, nesta frase falta o objeto direto e, por isso, deve ser alterada da seguinte forma: «Desligue o dispositivo e ligue-o novamente.»
Muito obrigada pela resposta!
Associação de não e apenas
Muito obrigada pela vossa ajuda. Não sei o que faríamos sem o Ciberdúvidas. O vosso trabalho é excelente.
A minha dúvida é a seguinte:
«A música não apenas torna a aprendizagem mais agradável...» ou «A música não torna apenas a aprendizagem mais agradável»...
Qual seria a frase correta?
Muito obrigada pela vossa ajuda!
Orações adjetivas restritivas vs. orações substantivas completivas nominais
Tenho dúvidas na diferenciação das orações adjetivas restritivas e orações substantivas completivas nominais, como nos exemplos abaixo:
a) A recomendação de que saíssem tão logo daquelas terras não afugentou os grileiros.
b) A recomendação de que lhe falei ontem à noite deve ser levada a sério, rapaz!
Poderiam me esclarecer a melhor forma de identificar essas orações, por favor? Obrigada!
«Comprar de alguém»
Eu normalmente não uso o a nesses exemplos. Falo «Comprei esse carro do Djalma».
Qual é o certo e porque quando busco na Internet aparece que comprar é um verbo transitivo direto?
Comprei esse carro a Djalma.
Vendi esse carro a João.
Comprei o carro a Carroção Veículos.
Esse tipo de coisa compra-se ao mangaieiro, que é mais certo ter.
Faça um bom desconto que eu só compro a você.
Desde já, obrigado.
Consoante e conforme como conjunções
Relativamente às conjunções consoante e conforme, gostaria de saber se as seguintes frases estão corretas:
(i) «Consoante a noite caía sobre a cidade, uma aura de serenidade dispersou-se pela ala três da maternidade Francisco de Noronha.»
(ii) «Conforme iam repondo o stock dos fármacos, o farmacéutico lembrou-se do pedido que lhe tinham enviado os enfermeiros da manhã.»
A minha dúvida é alusiva a essas conjunções, ou seja, podem empregar-se dessa forma? Já me ficou claro que a conjunção segundo não faz sentido nestes contextos, contudo, este é um tema que me suscita bastantes dúvidas.
Agradeço, desde já, toda a informação que me possam proporcionar.
