A colocação do pronome em «bons olhos o vejam»
As minhas saudações a toda a equipe do Ciberdúvidas.
Gramáticas há que sugerem a formação proclítica de orações optativas «Bons olhos o vejam», «Bons ventos o levem», em vez de “Bons olhos vejam-no” e “Bons ventos levem-no”. Se eu entendi bem, poderia levantar a hipótese que orações desse tipo deriva de construção oracional do tipo «Eu desejo (que) …»?
Contudo, se se mudasse a ordem da oração, prevaleceria o fator de próclise “O vejam bons olhos” e “O levem bons ventos” ou mudaria para o fator de ênclise “Vejam-no bons olhos” e “Levem-no bons ventos”?
Porque, segundo gramáticas normativas, orações não podem iniciar por pronome oblíquos átonos. Acredito também que, se mantivesse a conjunção que, ficaria em próclise «Que os vejam bons olhos» e «Que os levem bons ventos», não é? Orações optativas e orações absolutas são a mesma coisa?
Então, que tendes a dizer-me de tudo isso?
Obrigado antecipadamente a toda a equipe por vir sanando muitas dúvidas do nosso idioma ao longo dos anos.
Sintaxe de «cair no esquecimento»
Na frase «O evento caiu no esquecimento.», o segmento «no esquecimento» não poderá ser complemento oblíquo?
Obrigada.
Conjunção vs. advérbio conectivo
Qual a diferença entre conjunção e advérbio conectivo?
Modificador do grupo verbal: «nem sempre»
Gostaria de confirmar a seguinte função sintática:
«Nem sempre consigo fazer o que gostaria.»
«Nem sempre»: modificador
Agradeço, desde já, a atenção.
O determinante possessivo e a expressão «descargo de consciência»
Como se deve dizer «por descargo da sua consciência» ou por «descargo de sua consciência»?
Grato do vosso trabalho!
Quarta pessoa gramatical
Navegando pelas versões em inglês da Wikipédia e Wikcionário, encontrei algo sobre a «quarta pessoa gramatical».:
Minha dúvida é: esse conceito, ele poderá ser aplicável em português? Poderemos assumir a existência do termo «quarta pessoa gramatical» em nosso idioma?
Muitíssimo obrigado e um grande abraço!
Orações relativas: «... na qual me lembro de que pensava»
É correto dizer «coisa na qual me lembro de que pensava»?
E é errado «coisa em que me lembro de que pensava»? Trata-se de um erro sintático ou eufónico?
E quanto a «coisa na qual me lembro que pensava?» É correta?
Muitíssimo obrigado.
«Tanto frio» vs. «tão frio»
Antes de mais, muito obrigada pela utilidade gigantesca desta página.
Uma vez que a palavra frio pode funcionar como adjetivo e nome, estou com dúvidas na construção desta frase comparativa:
Hoje está tanto/ tão frio como ontem.
Deve usar-se tão ou tanto? E será preferível utilizar quanto em vez de como?
Muito obrigada.
A construção concessiva «por mais» com adjetivo
«Por mais bondoso que seja, ele não dá a camisa» pode-se dizer também assim «por mais bondoso, não dá a camisa»?
O site da Inteligência Artificial da Google (Gemini) diz que se pode "informalmente" e aparece na literatura. Que exemplos ?
Obrigado
«Sair à rua» e «sair para o cais»
Votos de bom trabalho para toda a equipa do Ciberdúvidas, que tanto nos ajudam!
Tenho uma dúvida quanto ao verbo sair. Procurei se o mesmo se rege por alguma preposição, porém, não encontrei.
Na frase:
«Ao chegar a Campanhã, Carla pegou na maleta e saiu ao exterior /ao cais.» (referindo-se a uma passageira de um comboio).
O uso desta contração a+o está correto? Ou deveria ter-se empregado a preposição para?
«Ao chegar a Campanhã, Carla pegou na maleta e saiu para o exterior/ para o cais.»
Para mim, que não sou portuguesa nativa, muitas normas gramaticais deste tão bonito idioma geram-me imensas dúvidas.
Agradeço a vossa resposta.
