Regência do nome reconhecimento
Nas frases «O clube concede este diploma a fulano em reconhecimento à sua representação na personagem – Chico – no drama...» ou «O clube concede este diploma a fulano em reconhecimento pela sua representação da personagem – Chico – no drama...», devo escrever «reconhecimento à sua representação... » ou «reconhecimento pela sua representação...»? Ambas as construções estão corretas?
Obrigado antecipadamente pelo esclarecimento.
Modificador do nome: «perigos incógnitos do mundo»
Qual a função sintática da expressão «do mundo» em «Dando os corpos (...) a perigos incógnitos do mundo»? Modificador restritivo do nome?
Grata!
Complemento do nome: «divino conselho»
Nos versos «Por isso vós, ó Rei, que por divino / Conselho estais no régio sólio posto» [est. 146, canto X, Os Lusíadas], o vocábulo divino desempenha a função sintática de complemento do nome?
Uso intransitivo do verbo arder
Na frase «...e assim ardeu até ao fim.», o verbo «ardeu» é transitivo indireto (considerando que «até ao fim» é complemento oblíquo) ou é verbo intransitivo?
Obrigada.
Colocação pronominal com «antes de» e «depois de»
Gostaria de saber se as expressões «antes de» e «depois de» são proclitores vinculativos ou opcionais.
Prende-se esta questão com o facto de ter alguns documentos de trabalho (do tempo da faculdade) que apontam para que haja opção, conforme o estilo. As frases que tenho nesse documento são:
«Antes de casarem-se, visitaram Vigo. Depois de casarem-se, foram a Roma.»
A par de:
«Antes de se casarem, visitaram Vigo. Depois de se casarem, foram a Roma.»
O texto resultava de uma investigação da professora de Sintaxe e Semântica do Português, mas, de facto, cada vez mais surgem alunos a usar a ênclise nestas situações.
Será gramatical a ênclise depois dessas locuções temporais?
Agradeço esse esclarecimento.
Adjuntos adverbiais e apostos explicativos
Ao ler uma notícia, deparei-me com a seguinte frase:
«Um carro contratado para conduzir um funcionário da equipe do ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Márcio Macedo, foi roubado por criminosos na manhã desta quinta-feira (14), na Rua do Riachuelo, no Centro do Rio, em frente ao Hotel Monte Alegre.»
Minha dúvida é quanto à justificativa do uso indiscriminado de vírgulas na presença de adjuntos adverbiais nessa frase:
«na manhã desta quinta-feira (14)» ⇒ um adjunto adverbial tempo
«na Rua do Riachuelo» ⇒ um adjunto adverbial de lugar
«no Centro do Rio» ⇒ seria um adjunto adverbial de lugar ou um aposto circunstancial que identifica a região como localizada no Centro do Rio?
«em frente ao Hotel Monte Alegre» => seria um simples adjunto adverbial de lugar ou um aposto circunstancial que identifica o lugar exato do Centro do Rio em que ocorreu o crime?
Faço essa pergunta, pois alguns adjuntos adverbiais nessa oração parecem se comportar como apostos, ou seja, dando apenas informações extras, que podem ser facilmente suprimidas.
Desculpem se ficou meio confuso!
Completiva de infinitivo vs. a construção «ser fácil de»
Tendo consultado as vossas explicações, fiquei, todavia, em dúvida. Na frase apresentada, a preposição é necessária?
«Sei que ficaria mais fácil de escrever um texto que se lesse.»
Cordialmente
Complemento oblíquo: «gastar de...»
Já por várias vezes ouvi a formulação «gastar de» quando se pede permissão para consumir algo que pertence a outra pessoa, como por exemplo: «Posso gastar do teu leite?» O uso da preposição «de» com o verbo «gastar» está correto neste caso?
Subordinada substantiva completiva nominal: «sensação de que está interrompendo...»
Trata-se de uma questão de prova. Estou em dúvida sobre a análise sintática dessa oração:
«Essa sua sensação, quando acende a luz da sala, de que está interrompendo alguma coisa.»
No caso a oração «de que está interrompendo alguma coisa» é um complemento nominal oracional?
É possível que se trate de uma oração completiva nominal se não existe a oração principal?
Como posso ter clareza de que o que é um pronome nessa oração? O que justifica o fato do que ser um pronome nessa oração?
Obrigada!
Oração subordinada adverbial consecutiva reduzida de gerúndio
Deparei-me com o seguinte período numa questão:
«Dois inimigos silenciosos vieram junto: o vírus da febre amarela e o mosquito Aedes aegypti, sendo a consequência uma série de surtos de febre amarela urbana no Brasil, com milhares de mortos.»
Quanto à oração destacada, qual sua classificação?
Fiquei em dúvida se ela é coordenativa conclusiva, explicativa ou mesmo outra. Embolo-me facilmente nessas situações. Gostaria que alguém pudesse me auxiliar.
Desde já, agradeço.
