«Estou na/em casa do Pedro»
É correcto dizer-se «Estou na casa do Pedro», ou dever-se-á dizer «estou em casa do Pedro»? Diz-se «estou na cantina, no cinema, no trabalho, em casa». Contudo, quando nos referimos à casa de outrem, há contracção da preposição em com o artigo a?
A função sintáctica de «de roupas novas» em «O menino precisava de roupas novas»
Na frase «O menino precisava de roupas novas», qual é a função sintáctica desempenhada por «de roupas novas»?
«O cálculo se processa...»
É correto escrever «o cálculo se procede da seguinte forma...»?
«Campeonatos Municipais de Futebol»
Qual o correto?
1 — Regulamento Oficial dos Campeonatos Municipal de Futebol
Obs. «Campeonatos» porque abrange várias categorias.
2 — Regulamento Oficial dos Campeonatos Municipais de Futebol
3 — Regulamento Oficial do Campeonato Municipal de Futebol — todas as categorias.
Contexto: A dúvida surgiu com a emissão do referido regulamento, sendo que algumas pessoas entendem que:
1 — seria "Campeonatos Municipal" — porque refere-se ao Campeonato e suas várias categorias, sendo "municipal" o município;
2 — seria "Campeonatos Municipais" — por questão de concordância, sendo que «municipais» refere-se as atividades desenvolvidas pelo município e não ao próprio município.
Do discurso directo ao indirecto
Observei a transformação do discurso directo para indirecto e deparei-me com uma dúvida. Como se transforma a fala seguinte (retirada de Falar Verdade a Mentir, de Almeida Garrett): «Amália — Estes senhores querem tratar dos seus negócios... Meu pai dá licença, eu retiro-me»?
Transforma-se:
«Amália diz que aqueles senhores queriam tratar dos seus negócios e pede ao seu pai que dê licença, que ela se retirava»,
ou «Amália diz que aqueles senhores queriam tratar dos seus negócios e pede ao seu pai que desse licença, que ela se retirava»?
Inicialmente estava a primeira forma, mas fizeram a correcção para a segunda. Fiquei sem saber qual é a correcta (e como se processa isso) ou se existe outra forma que esteja realmente correcta.
Agradeço desde já a atenção.
Conhecer na passiva
Deve-se dizer e escrever: «o evento é sobejamente conhecido pelas pessoas», ou «o evento é sobejamente conhecido das pessoas»?
Substituir e substituir-se
É válida a fórmula «substituir-se a»?Por exemplo: «As almas eternas podem ser compreendidas como metáforas que se substituem a uma realidade desagradável.»Não deveria ser, mais simplesmente: «... que substituem uma realidade desagradável»?
A regência de disponibilizar e disponível
Gostava que me esclarecesse a seguinte dúvida: qual a preposição adequada para disponibilizar e estar disponível? Disponibilizar para alguém? Ou a alguém? Estar disponível para alguém ou a alguém?
Obrigada.
«Temos muito a/que/para aprender com os mais velhos»
Deve dizer-se, rigorosamente:
a) «Temos muito a aprender com os mais velhos»;
b) «Temos muito que (e não «de», com sentido de obrigação) aprender com os mais velhos»; ou
c) «Temos muito para aprender com os mais velhos»?
As formas que me parecem mais correctas são a b) e c); no entanto, ouço dizer muitas a vezes como em a). Para outras formas verbais, como, por exemplo, «fazer», é igual?
Desde já, muito obrigado.
Sobre o uso do conjuntivo na negativa
Agradecia esclarecimento sobre obrigatoriedade do uso do conjuntivo na negativa — ex. «pode dizer-se com rigor que o jogo de damas é importante para o cérebro» — «não pode dizer-se que.... seja...»
A frase, ao ser transformada para a negativa, pode ter outras alternativas?
Obrigada pelo esclarecimento.
