Frases interrogativas e modo nas orações subordinadas
Sei que o conjuntivo é usado com verbos de opinião na forma negativa, como «não acho que...». Mas também é possível usá-lo em perguntas?
Por exemplo, «Achas que ele fale português»?
Também gostaria de saber se é usado quando nos referimos ao passado. Por exemplo, «Achas que ele fosse a casa?», em vez de «Achas que ele foi a casa?».
Ou depende do grau da incerteza?
Muito obrigado.
Verbos pronominais essenciais
Diz o prof. Napoleão M. de Almeida, no §402, B de sua Gramática Metódica, o seguinte:
«Os verbos pronominais essenciais muito se aproximam dos verbos intransitivos, uma vez que exprimem ação que não pode passar para um objeto.»
Ora, se ambos os tipos de verbos indicam que a ação fica restrita ao sujeito, que diferença há entre eles, além de um indicar isso mediante pronome oblíquo da mesma pessoa que o sujeito (e.g.: Eu me queixei — Tu te arrependeste — Ele se orgulha), e o outro não indicar isso de modo algum (e.g.: Eu corri — Tu saíste — O pássaro voou)?
Obrigado
Fazer causativo e orações de infinitivo
Na frase apresentada, perguntava se a mesma é aceitável.
«Os livros fazem perceberMOS a nossa cultura.»
Não se deveria ter optado pelo infinitivo impessoal («fazem perceber...»)?
Aproveito ainda para perguntar se a reformulação não poderia ficar nestes termos: «Os livros fazem-NOS PERCEBER a nossa cultura»?
Obrigado.
«Foi-se embora» vs. «foi embora» em Portugal
Queria pedir, por favor, uma resposta mais detalhada sobre a preferência por «ir-se embora» em detrimento de «ir embora». Há contextos em que o se me parece necessário, outros em que me soa desnecessário, mas não tenho uma justificação científica para tal.
Por exemplo: na frase «Depois ele foi embora», parece-me faltar o se. Falta? Porquê?
Muito obrigado.
«Na soleira» e «à soleira»
Escreve-se «Na soleira da porta» ou «À soleira da porta»?
O contexto é o de uma pessoa que está nesse sítio, mas sinceramente soa-me muito melhor «à soleira».
Obrigado.
A sintaxe de fundamental e evoluir
«Ler é fundamental NA evolução das pessoas. Ajuda-nos a compreender o mundo e EVOLUIR os nossos saberes.»
Relativamente a estas frases, a palavra fundamental pode reger e preposição em?
Por outro lado, para que a segunda frase tenha sentido, o verbo evoluir não deverá ser auxiliado, por exemplo, pelo verbo fazer?
«Ajuda-nos a compreender o mundo e a FAZER EVOLUIR os nossos saberes.»
Obrigado
Regência do nome reconhecimento
Nas frases «O clube concede este diploma a fulano em reconhecimento à sua representação na personagem – Chico – no drama...» ou «O clube concede este diploma a fulano em reconhecimento pela sua representação da personagem – Chico – no drama...», devo escrever «reconhecimento à sua representação... » ou «reconhecimento pela sua representação...»? Ambas as construções estão corretas?
Obrigado antecipadamente pelo esclarecimento.
Modificador do nome: «perigos incógnitos do mundo»
Qual a função sintática da expressão «do mundo» em «Dando os corpos (...) a perigos incógnitos do mundo»? Modificador restritivo do nome?
Grata!
Complemento do nome: «divino conselho»
Nos versos «Por isso vós, ó Rei, que por divino / Conselho estais no régio sólio posto» [est. 146, canto X, Os Lusíadas], o vocábulo divino desempenha a função sintática de complemento do nome?
Uso intransitivo do verbo arder
Na frase «...e assim ardeu até ao fim.», o verbo «ardeu» é transitivo indireto (considerando que «até ao fim» é complemento oblíquo) ou é verbo intransitivo?
Obrigada.
