DÚVIDAS

Com + gerúndio
Volta e meia, me deparo com expressões construídas com a preposição com seguida de verbo no gerúndio (principalmente) mas também no particípio, contudo não vejo referência em nenhuma gramática sobre a" legalidade" de tais sob a ótica da gramática normativa. Assim, diante de tal constatação, gostaria, por gentileza, de um parecer do site sobre a licitude de tais construções e possíveis valores semânticos a elas associados. Desde já agradeço pela compreensão e apoio de sempre! Exs. «(...) Minha mãe não queria revelar nada, mas , com você olhando assim pra mim , só me resta confessar tudo (...) e com a loja já aberta , o letreiro caiu na calçada (...) Naquele fim de tarde, com o sol querendo se pôr, ela me apareceu . Com as lágrimas correndo em seu rosto , contou-me todo seu sofrimento.»
Concordância e silepse: «pai e filha assomaram a(s) cabeças(s)»
Desde já, quero agradecer-lhes pela excelente dedicação com que respondem às nossas dúvidas. A minha questão refere-se ao uso de algumas palavras no plural. Por exemplo: «Ainda que revelassem alguma apreensão, pai e filha assomaram as cabeças para o interior e adentraram o compartimento.» Segundo esta frase, poderia substituir-se «cabeças» por «cabeça», ou ficaria ambíguo? «Ainda que revelassem alguma apreensão, pai e filha assomaram a cabeça para o interior e adentraram o compartimento.» A mesma dúvida surge com outras palavras, como «sorriso/ coração/alma, mente/ espírito»: «Depois de ter passado muito tempo nesse estado depressivo, os amigos recuperaram os sorrisos», ou «Depois de ter passado muito tempo nesse estado depressivo, os amigos recuperaram o sorriso»? «A Júlia e a Maria sentiam muita tristeza nos corações/ almas/ mentes/espíritos», ou «A Júlia e a Maria sentiam muita tristeza no coração/ alma/ mente/espírito»? Obrigado!
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