«Tenho um carro da mesma marca...»
Gostava de saber se é correcto dizer «tenho o mesmo carro do que ele». Obrigada.
O neologismo lacragem
No dicionario da Academia e no Priberam não encontro a palavra lacragem. Concluo que a palavra não existe, apesar de o verbo lacrar existir. Será que lacragem não existe mesmo?
Oficialmente e oficiosamente
Qual a diferença de significado entre estes dois advérbios de modo (oficialmente e oficiosamente) e em que situações deverão ser utilizados?
«Abdicar de direitos» e «cumprir deveres»
Gostaria de saber qual destas frases é a correcta: «As pessoas sentem-se tentadas a abdicar do seu direito e dever de votar», ou «As pessoas sentem-se tentadas a abdicar do seus direito e dever de votar»?
Agradeço a vossa explicação.
Oração participial e relativa
Gostaria que se discutisse a correção gramatical de um tipo de frases como a seguinte: «O prazo, findo o qual, toda ação seria inútil, ia aos poucos se esgotando.»
Em primeiro lugar, parece-me agramatical, embora não me soe mal, o uso de um pronome relativo numa oração reduzida do particípio. Será isso gramaticalmente correto? E como deve ser feita a análise sintática das orações? Há uma oração principal («O prazo ia aos poucos se esgotando»); entretanto, como classificar a oração «toda ação seria inútil»? Agradeço desde já um parecer.
Ainda o termo "rugby" (desporto)
Ainda sobre o termo rugby, a adopção da pronúncia "reigbi" pela generalidade dos portugueses tem só que ver com ignorância por um lado e esperteza saloia por outro. Ignorância porque, ouvindo pronunciar a palavra em inglês, grafámo-la "ragbi" (por transcrição fonética); e esperteza saloia, porque olhando para a nossa grafia mas sabendo que a palavra é de origem saxónica, passámos a lê-la à inglesa, ou seja, "reigbi". Lindo, "né"?
A propósito, Rugby é o nome de uma cidade inglesa no condado de Warwickshire em cuja escola, segundo a lenda, um tal Webb Ellis terá inventado a modalidade.
Criança-soldado ou crianças-soldados?
Ouvindo há dias, no Jornal Dois, da RTP 2 [Portugal], um trabalho sobre o envolvimento de crianças nas guerras civis em África, foi dito ora «crianças-soldado», ora «crianças-soldados».
Gostava de saber se é indiferente o plural ou não do segundo elemento (soldado) e se leva ou não hífen este composto.
Muito obrigado.
Missanga (Portugal) e miçanga (Brasil)
Sou leitor assíduo do Ciberdúvidas e tenho esclarecido inúmeras questões pela simples consulta do vosso sítio. Passo a expor um caso que merecerá a vossa atenção.
Aprendi a escrever a palavra missanga com duplo s e nunca a tinha visto escrita de outra forma, até constatar numa simples pesquisa do Google que aproximadamente 50% (!) dos sítios dedicados ao tema usam a forma miçanga (a maioria são sítios brasileiros). Nos dicionários e prontuários que consultei não consta a forma miçanga.
Pergunto quais as grafias admissíveis para esta palavra.
Agradeço desde já a atenção e parabéns pelo serviço que prestam à língua portuguesa.
Sobre percentagens e números pequenos
Faço parte de uma equipa que está a realizar um estudo de diagnóstico a publicar, em que uma grande parte remete para análise de dados. Há situações em que escrever num texto os números através dos próprios algarismos me parece óbvio, por exemplo «23%», certo? Mesmo que esse número seja muito reduzido, como 1%. Confirmam que sempre que são percentagens podemos escrever o algarismo seguido do sinal de %?
Porém, num texto quando os números são muito pequenos, fico com dúvidas sobre a forma mais correcta. Por exemplo, «230 alunos comem na escola», mas «2 pessoas responderam que gostariam...»?
Existe alguma regra que possamos seguir?
A pronúncia da letra e
Estou a aprender português e gostaria de saber se existe uma regra sobre a pronúncia da letra e. Na palavra mesa, o e pronuncia-se "é", mas na palavra reservada pronuncia-se "e".
Agradeço a vossa opinião.
