A grafia de um nome próprio incluído num composto designativo de espécie zoológica
Tenho uma tradução em que me aparece um carcharodon carcharias, um tubarão de São Tomé que, segundo o novo Acordo, se deveria escrever com hífen. Assim sendo, o t de Tomé deve ficar em maiúscula (tubarão-de-são Tomé), ou em minúscula (tubarão-de-são tomé)?
Agradeço antecipadamente a sua ajuda.
A tradução de profiling
Venho saber da possibilidade de usar as palavras perfilagem ou perfilação no sentido de profiling, ou seja, «acção ou resultado de perfilar, de traçar o perfil de algo». E, também, gostaria de saber a possibilidade de usar o termo perfilador, para aquele que traça o perfil de algo.
Obrigado.
"Creação" e criação
Hoje já não se faz distinção entre creação e criação, como antigamente, quando criar e todas as derivadas se reservavam para as obras divinas?
O uso do vocábulo forense
De acordo com a maioria dos dicionários de língua portuguesa que consultei, o termo forense é um adjetivo de uso jurídico que diz apenas respeito à prática judicial, à justiça, aos tribunais, ao foro judicial e às suas competências. No entanto, é frequente ouvir-se e ler-se expressões como: «linguística forense», «psicologia forense», «informática forense», «antropólogo forense», «equipamento forense», «técnicas forenses», etc. Trata-se, obviamente, de um empréstimo direto do vocábulo inglês forensic ou forensics [«forensic science»]. São corretas tais expressões? Não sendo, qual (ou quais) o termo adequado?
Descafeinação e descafeinização
Descafeinação, ou descafeinização? Encontro escrito das duas formas, mas qual a mais correta em Portugal?
Decanulação e descanulação
O acto de remover uma cânula de traqueotomia designa-se decanulação, ou descanulação?
A palavra autólogo
Ao escrever um trabalho sobre reconstrução mamária após mastectomia por cancro, deparei-me com uma dúvida numa palavra que usamos na prática quotodiana, que não se encontra nos dicionários escolares. Refiro-me à palavra autólogo, que para nós significa a transposição de tecidos do próprio indivíduo de um sítio anatómico para outro (na mesma pessoa). A dúvida é se esta palavra existe em português ou se é um estrangeirismo, proveniente da palavra inglesa autologous, e se poderá ser usada, sem qualquer outra explicação, num texto não dirigido a médicos.
Obrigado.
As maiúsculas em início de frase
Ao ler o documento do acordo ortográfico, não encontrei nada sobre a obrigatoriedade de se colocar letra maiúscula no início das frases. Foi esquecimento, ou é mesmo facultativo?
Ainda sobre o provérbio «Chora, que logo bebes»
Nesta entrada respondida pela Edite Prada (que agradeço a sua muito boa explicação e introdução à obra!) lia-se que o nome da aldeia do livro «assenta nas características inusitadas da aldeia. Se, cantando, a garganta pode secar, e beber poder ser considerado uma recompensa, chorando tal não acontece, e beber torna-se desnecessário». Permitam-me discordar. Acho que beber não se tornará assim tão desnecessário, à partida (sinto-me agora como quando estava no secundário, quando me entediava com todas as significações que se dava a todas a vírgulas de Os Lusíadas e outras obras. Mas agora sou eu que estou a "alinhar" neste papel).
Discordo desta última parte e pergunto-vos:
– Não terá esta alteração somente o propósito de assentar o provérbio nas características da aldeia? Porque, no mesmo tom humorístico... sarcástico... hum..., até, se calhar, irónico da obra, se, cantando, a garganta pode secar, e beber pode ser considerado uma recompensa; chorando, uma pessoa desidrata e, bebendo, compensa a perda de líquidos, "por isso, chorem, chorem, seus choramingões, e continuem na vossa melancolia, que, bebendo, isso passa". Ou, até, se beberem álcool, seria mais um "chorem, chorem, que depois a pinga vos animará".
Não seria mais esta a ideia?
Sobre a frase «As pessoas acreditem-se nisto»
Acabei de ler a resposta assinada por Edite Prada, em 17/12/2004, a uma pergunta a respeito da expressão, cada vez mais frequente, «eu não me acredito». Fiquei bastante surpreendida ao descobrir que é uma expressão correta, mas não entendi se se aplica apenas na primeira pessoa ou se o verbo acreditar-se tem um duplo sentido («acreditar»/«crer» e «tornar-se credível»). É que ouvi há pouco a expressão «as pessoas acreditem-se nisto» e confesso que me soou mal mas, mais do que isso, surpreendeu-me por ter sido proferida por uma professora de Português.
Gostaria de saber se também está correto.
