DÚVIDAS

O uso do substantivo confundimento
Na redacção de textos científicos, sinto, por vezes, que poderia ser apropriado o termo "confundimento", como encontramos no inglês. Poderemos falar em "factores de confundimento" ou "variáveis de confundimento" quando nos queremos referir a algo que possa dificultar a interpretação de resultados de uma forma difusa ou possa gerar resultados menos esclarecedores? Sinto que a palavra confusão confere um sentido de probabilidade ou, até, de inevitabilidade. Também o termo viés parece-me indicar algo diferente, como um desvio mais bem definido e que pode distorcer os resultados num sentido concreto. Será aceitável usar a expressão «factores de confundimento», ou será preferível «factores de confusão», ou "vieses"?
Itálico em títulos de produções artísticas
Quando se aconselha a escrita de obras em itálico ou aspas, assim como em títulos de livros, de pinturas, entre outros, fico com dúvidas quanto ao que se considera uma obra! Por exemplo: o monumento La Diligencia, em Montevidéu? ou ainda a Guitarra na Proa, em Lisboa? E se falarmos do Mosteiro dos Jerónimos? E no Edifício Castil na Rua Castilho em Lisboa? E a Ponte 25 de Abril? Se o livro de estilo que escolher me indicar que devo escrever o nome de obras em itálico, devo escrever todos estes nomes em itálico? Creio que não, mas não consigo encontrar a fronteira na definição de obra, será que me podem encaminhar nalgum sentido? Agradeço muitíssimo a vossa atenção, são uma grande ajuda.
O uso da expressão «ser humano»
Com a chegada do novo Acordo Ortográfico, chegaram algumas dúvidas que não são sanadas por completo nos artigos e necessitam de interpretação. SITUAÇÃO 1. O termo «ser humano», de acordo com o Artigo 1.º, da Base XV, é composto por justaposição, certo? – «O ser-humano vive em sociedade.»  SITUAÇÃO 2 Caso as palavras não sejam ligadas por hífen, caracteriza-se, então, uma enumeração de adjetivos que qualificam um ser. Exemplo: – «O ser, humano, pensante, vive em sociedade.» Preciso de ajuda, por favor. Obrigado.
Os neologismos genocidar e genocidário
Os neologismos "genocidiário/a" e "genocidiar", inexistentes no Dicionário Houaiss, poder-se-ão utilizar quando as circunstâncias os pedem? Como o que Gengis Khan fez, o que aconteceu durante o poder nazi, nos EUA durante a colonização, o povo branco quase que exterminou 80% a 90% do povo índio, os espanhóis na América do Sul, os britânicos na Austrália, o soviético russo Vyacheslav Mikhailovich Molotov, o qual foi o "genocidiário" na Ucrânia, e que infelizmente ainda continua pelo mundo fora hoje em dia no século 21.  Obrigado.
O aportuguesamento de tiramisù
Estou a fazer uma tradução para uma página Web de receitas e gostaria de saber qual é a forma mais correcta de traduzir tiramisù. Sendo uma palavra italiana que não tem tradução em português, penso que temos duas possibilidades: ou mantê-la no idioma original escrevendo-a em itálico, ou escrevê-la "à portuguesa", que tenho entendido que seria "tiramissu". No entanto, aconselham-me a escrever "tiramisú". Poderiam esclarecer-me relativamente a este assunto?  Agradeço, desde já.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa