DÚVIDAS

O predicativo do sujeito com um verbo na voz passiva
As funções sintáticas relativas aos verbos copulativos e transitivos-predicativos suscitam-me algumas dúvidas. Tendo-se, por exemplo, a frase seguinte: «O réu foi considerado culpado», culpado é considerado um complemento direto, simultaneamente devido à falta deste elemento na frase e pelo facto de o verbo transitivo-predicativo surgir no particípio passado. Podemos considerar, pela mesma regra, que esses verbos e os verbos copulativos que surgem em frases com verbos auxiliares dos tempos compostos ou auxiliares temporais não apresentam, respetivamente, predicativo do sujeito e predicativo do complemento direto? (Ex.: Em «ele tem estado doente» e «ele tem ficado em casa», doente e «em casa» são considerados complementos oblíquos, ou predicativos do sujeito?)
O plural dos compostos referentes a cores
No livro de 9.º ano com o qual estou a trabalhar, o plural dos nomes verde-garrafa e amarelo-canário é respetivamente verdes-garrafas e amarelos-canários. Não concordo e não encontro resposta nas gramáticas de que disponho. Considero mais correto «os verdes-garrafa» e «os amarelos-canário», uma vez que o segundo nome (garrafa e canário) restringe o significado do primeiro tal como palavra-chave, bomba-relógio, navio-escola e outros. Gostaria de obter uma resposta de forma a esclarecer os meus alunos. Obrigada!
Tcheco (no Brasil) vs.checo (em Portugal)
Minha dúvida concerne à escrita da palavra tcheco/checo. Aqui no Brasil é mais comum o uso da variante tcheco, porém não tenho certeza se essa seria a forma mais correta de escrever, pois não sei se o encontro tch é comum da nossa língua. Entretanto, como poderia escrevê-la, então? Pois aqui tal vocábulo é pronunciado da mesma forma que é escrito, logo, se fôssemos escrevê-lo como checo, teríamos de pronunciá-lo como /sheko/, e não /tsheko/. Como proceder? Agradeço desde já a vossa ajuda.
A voz passiva na linguagem jurídica
Antes de mais, queria felicitá-los pelo excelente trabalho que têm vindo a desenvolver e pelo apoio que representam para aqueles que, como eu, usam a língua como ferramenta de trabalho. A minha dúvida surgiu a propósito de uma pergunta que me colocou uma aluna espanhola. Segundo ela, em espanhol, o uso da voz passiva é característico da linguagem jurídica. Gostava de saber se em português podemos afirmar que a voz passiva se caracteriza por ser usada em registos específicos da língua e quais seriam esses âmbitos de utilização. Muito obrigada pela atenção.
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