A concordância numa oração final de infinitivo
Diz-se «as regras existem para ser cumpridas», ou «para serem cumpridas»? Porquê?
Obrigada!
A regência de munido
Diz-se «munidos de», ou «munidos por/pelo/pela»?
Obrigado.
O angolanismo calorear
Diz-se caloriar, ou transpirar?
Deitar e jogar
É correto dizer «jogar para o lixo» ou «jogar no lixo» em português europeu?
«A passo de caranguejo» e «a passos largos»
Qual destas frases utiliza a forma correcta?
A) «Para lá talvez caminhemos, sonâmbulos, a passos de caranguejo.»
B) «Para lá talvez caminhemos, sonâmbulos, em passos de caranguejo.»
Existe alguma diferença entre as duas formas? Se existe, qual o significado de cada uma delas?
NOTA: O «para lá» refere-se ao Portugal pré-1974, a propósito de umas fotografias que o fotógrafo Alfredo Cunha acaba de partilhar no Facebook.
A expressão «sem espinhas»
Qual o significado da expressão «sem espinhas»? Depois de um jogo de futebol em que o resultado foi de 3-1, o adepto da equipa ganhadora disse: «Sem espinhas!»
O juízo normativo sobre a locução «é que»
Vulgarizou-se «quais é que são» por «quais são». É permitido?
A expressão quantitativa «uma tira de...»
Como classificar «de água», na seguinte frase?
«Agora uma estreita tira de água e monte que se avistava entre dois prédios (...)»
É que não se enquadra, a nosso ver, nos casos do complemento do nome, mas parece-nos necessário para a inteligibilidade da frase. Ex.: «Passa-me a tira» (será sempre necessário dizer de quê...).
Obrigada.
Nomes botânicos relacionados com Portugal
Qual a designação original utilizada na bula papal de reconhecimento de Afonso Henriques como rei de Portugal? A versão que vi na Internet não é minimamente legível.
Portucale? Portugalliae?
Pretendemos designar uma espécie de planta, e deve ser utilizado um adjectivo a partir do termo original. Há portucalensis, portugallicus.
Obrigado.
Futuro do conjuntivo e presente do indicativo numa tradução de Vitrúvio
Atentemos neste excerto do tratado monumental de Vitrúvio que colige saberes arquitectónicos – « […] si autem natura loci impedierit […].» Traduzi-lo-ia por «mas se a natureza do lugar [o] tiver impedido», substituindo o futuro perfeito do indicativo latino através do futuro perfeito do conjuntivo português. Ora, ao fazê-lo, garanto, por um lado, que a nuance semântica apologética da tentativa se mantém e, por outro, que se respeita o sistema hipotético do português. Devido a este mesmo último entrave, o francês, cioso da dita nuance semântica, poderia traduzi-lo por «mais si la nature du lieu [l’]a empêché», visto que não se pode fazer seguir um futuro a um «si» hipotético. Agora, a tradução bastante recorrente por presente é absolutamente despropositada em português e em francês (a saber: «mas se a natureza do lugar [o] impede»/«mais si la nature du lieu [l’]empêche»).
Pedia um comentário aos meus escritos, com especial enfoque sobre a importância de se salvaguardar a dita nuance semântica.
