DÚVIDAS

A pronúncia do "o" e do "e"
Como um estrangeiro que está estudando independentemente seu idioma, eu tenho uma pergunta sobre a pronúncia cuja resposta será de nenhum valor a locutores portugueses nativos, mas de grande valor para mim: além do uso dos acentos agudo e circunflexo, como é que eu posso saber quando as letras "e" e "o" se pronunciam como "abertas" ou "fechadas"? (Em inglês dizemos "open" e "closed", não sei se estes termos se usam em português.) Reflecti muito, mas eu não posso achar nenhuma lógica subjacente para me guiar. Somente é uma questão de memorizar, como, por exemplo, têm que fazer as pessoas que aprendem o inglês por causa de sua forma escrita não bastante fonética? Muito obrigado para sua ajuda generosa (eu não estou totalmente seguro como pronunciar o "o" de "generoso"), e eu peço desculpas por meu português defeituoso!
Mapear, mapeamento (informática)
Cara T.A.   Na sua resposta a R. Prado sobre a questão em epígrafe, parece-me (mas, se não for, não deixa de ser uma boa questão!...) que a pergunta pretendia esclarecer a utilização daqueles termos no contexto da informática. Ou seja, como em: "mapear uma unidade de rede", "fazer o mapeamento de recursos partilhados".   Trata-se de uma utilização corrente destes termos no contexto indicado, sendo que a dúvida também me assalta: será correcto?    Aparentemente, parece-me que faz sentido: a ideia é a de "pôr no mapa" qualquer coisa (um recurso, uma unidade de disco, uma impressora...) de forma a que todos possam saber onde se encontra e aceder-lhe facilmente – afinal, o mesmo que acontece com tudo o que "está no mapa".   O que acha?
«Os problemas são difíceis, mas é possível resolvê-los»
Um professor afirmou em sua coluna de jornal que a seguinte frase estaria errada: 1. Os problemas são difíceis mas são possíveis de serem resolvidos. O certo, segundo ele, seria:2. Os problemas são difíceis mas é possível resolvê-los. Pergunto então aos senhores se a afirmação deste professor estará correta. Não me resta dúvida de que a frase "2" esteja certa; mas, na frase "1", o "de serem resolvidos" não seria uma oração completiva nominal reduzida de infinitivo? Podiam explicar-me por que essa primeira frase estaria errada? Obrigado e parabéns pelo excelente serviço.
Artigo décimo, outra vez
Erra JNH, quando afirma que em Portugal se usa «o numeral ordinal: Art. 1.º, 2.º, 3.º... 10.º, 11.º, 12.º... 50.º, etc.» É corrente e normal usar-se o cardinal a partir do artigo 11.º e mesmo já a partir do artigo 10.º. Aliás, é coisa que bem se compreende: imagine lá o sr. JNH, por exemplo, dizer a frase «Do confronto do artigo 2079.º com os artigos 2094.º e 2095.º e em face do disposto nos artigos 2252.º e 2297.º, conjugado com o dispositivo do número dois do artigo 568.º, infere-se que...», frase típica do jargão jurídico. Seria uma coisa realmente pesadona, além de que a maioria, se não a totalidade dos juristas, e também dos professores de português, pensariam duas e três vezes antes de proferirem o ordinal adequado, se é que não tivessem mesmo de consultar antes o dicionário. O mesmo se passa na prática brasileira. Note o sr. JNH que o facto de em Portugal, nos textos legais, se escrever Artigo 597.º, 2103.º, etc., é mera convenção tipográfica. No Brasil, nos textos legais, adopta-se a numeração ordinal até ao Artigo 9.º, inclusive. A partir do Artigo 10, passa-se a uma numeração cardinal. É um uso menos enganador.
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