Cujo: pronome relativo e determinante
Num manual de Língua Portuguesa do 9.º ano, "cujo" aparecia classificado como determinante relativo. Em nenhuma gramática portuguesa encontrei esta subclasse de determinantes. "Cujo" é pronome relativo ou pode também ser utilizado como determinante?
Daliano
Diz-se Daliniano ou Dalineano relativamente ao universo de Salvador Dali?
«Tinta da treva sobre a noite»
Em que figura de linguagem está esta frase: «Cai a tinta da treva sobre a noite»?
Evolução da gramática brasileira
Boa tarde, meu nome é Lais Bastos e estou no 2.º ano do Ensino Médio, e a minha escola está fazendo um trabalho transdisciplinar. Fiquei com a parte de pesquisa sobre a evolução da gramática brasileira.
Gostaria que vocês me ajudassem com uma pesquisa relatando quais os substantivos, modo de falar... a partir da época de 1500, pois a gramática a partir de 1800 eu já encontrei.
Grata.
"Os Lusíadas"
Qual a importância da obra "Os Lusíadas", de Luís de Camões, para a formação da língua portuguesa?
Golilha
Havia na parede da casa dos meus Pais, há muitos anos atrás, umas argolas de ferro, onde ficavam acorrentados os cavalos, as éguas ou as mulas, esperando pelos donos.
Nunca soube que nome se dava a essas argolas.
Será porventura golilha que, conforme o Dicionário, quer dizer: Cabeção com volta engomada, que se usava com a beca; argola, pregada num poste, à qual se prendia pelo pescoço o criminoso.
Se souberem digam depois das férias...
Obrigada, mais uma vez, por existirem.
Próprio
A que classe pertence a palavra "próprio"?
«Nós explicamos-lhe»
«Nós explicamo-lhe ou nós explicamos-lhe»? Gostaria de saber qual a conjugação correcta nestes casos. Segundo as regras gramaticais, o primeiro caso parece-me o correcto, contudo não tenho a certeza, visto utilizar-se o 1.º do plural (resolvemos).
Obrigada desde já pela vossa resposta.
Oração subordinada adjetiva restritiva e explicativa
O que é oração subordinada adjetiva restritiva e explicativa???
Erros lusos e erros brasileiros
Gostaria de responder ao consulente português Ricardo Nobre que defende o uso corrente das palavras pertencentes ao pronome vós. O uso das palavras vosso, vossa, vos, convosco com terceira pessoa de plural (vocês) é completamente errado e deve ser hoje evitado. Deve saber-se que com as formas da terceira pessoa (você, vocês) só se podem usar palavras seu, sua, o(s), a(s), lhe(s), com você(s) e consigo. Vejamos agora duas frases, uma lusa e uma brasileira.
1. Continuem com o vosso trabalho! Sempre vos digo isso mas nunca me obedecem.2. Continue com teu trabalho! Sempre te digo isso mas você nunca me obedece.
A fala popular lusa mistura, como vimos, vocês e vós e a fala popular brasileira mistura você e tu. Deve ser:
1. Continuem com o seu trabalho! Sempre lhes digo isso mas nunca me obedecem./Continuai com o vosso trabalho! Sempre vos digo isso mas nunca me obedeceis.2. Continue com seu trabalho! Sempre lhe digo isso mas você nunca me obedece./Continua com teu trabalho! Sempre te digo isso mas nunca me obedeces.
As misturas são erros enormes quanto à gramática, mas quanto à semântica não há muita diferença. Por isso há pessoas, os que desconhecem a gramática, dizerem que misturar vós com vocês e tu com você seja correto.
Se quisermos aceitar a mistura lusa (quero apresentar-vos a vocês), então, devíamos aceitar também a mistura brasileira (eu te amo e você me ama). É interessante reparar que em Portugal ninguém mistura tu e você (a não ser que se trate de uma brincadeira) e que no Brasil ninguém mistura vocês e vós (também, a não ser que se trate de uma brincadeira).
A presença dessas misturas em português é óbvia. Elas pertencem à linguagem popular e vulgar. O perigoso é elas entrarem na língua formal.
O livro "Português sem fronteiras" recomendado pela Faculdade de Letras em Lisboa como o melhor livro de português para os estrangeiros introduz as palavras vosso, vos, convosco sem mencionar o pronome vós, ou seja, apresenta o uso destas palavras com o pronome vocês. Acho uma vergonha porque assim milhares e milhares de pessoas a estudar português vão aprender a falar erradamente.
O que dizer sobre o cartaz de Ministério brasileiro da Saúde no qual se lê: «Se você não se cuidar a aids vai te pegar»?
Não acho justo o erro brasileiro ser sempre considerado erro e o erro lusitano entrar nos livros de ensino.
O que vocês acham sobre esse problema?
Obrigado.
