Consultório - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
 
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Guilherme Oliveira Professor Igarapava, Brasil 318

Nos versos a seguir:

«Dois amigos numa aldeia
Viviam; – um a cantar;
O segundo, volta e meia,
Descontente, a suspirar.»

poderia comentar sobre o uso do infinitivo com a preposição a? Seriam classificadas como orações subordinadas? De que tipo? Teriam o mesmo valor do gerúndio cantando e suspirando?

Max Torres Estudante Portugal 384

Gostaria de saber qual é o mais correto quando se quer apresentar uma coisa:

«Isto é a minha cidade; isto é um jardim; isto é a sua casa; isto são os meus gatos»...

«Esta é a minha cidade; este é o jardim; esta é a sua casa; estes são os meus gatos»...

Obrigado pela sua ajuda!

João Estêvão Estudante Brasil 490

Li, na Gramática de Napoleão M. Almeida, que o pronome se só pode indicar impessoalidade quando acompanha um verbo intransitivo, transitivo indireto, ou um transitivo direto cujo complemento é preposicionado (e.g.: Louva-se aos juízes).

Ele diz que, não preposicionando os objetos nos verbos trans. diretos, «elas [as palavras que têm essa função] forçosamente passariam a funcionar como sujeitos [i.e. a construção passaria a ser passiva]», e que construções como «Louva-se os juízes», onde o objeto não é preposicionado, seriam galicistas, por atribuírem ao pronome se a função reta.

Qual é o motivo do pronome se não poder indicar impessoalidade com os verbos transitivos diretos sem que o objeto destes seja preposicionado? E por que na construção «Passeia-se bem do Rio de Janeiro» o se não seria sujeito, ao passo que em «Louva-se os juízes» erroneamente se lhe atribuiria a função reta?

Obrigado.

António Vargues Contreiras Trabalhador em funções públicas Faro, Portugal 564

Quando dizemos que uma pessoa, que consideramos feia, é um camafeu (objeto de extrema beleza), qual é a figura de estilo que estamos a empregar?

Obrigado pelo vosso excelente trabalho.

Silvana Giumelli Tradutora Buenos Aires, Argentina 356

Quando uma sigla cujo significado inclui um substantivo deve concordar com o artigo correspondente no/na.

Essa regra também é aplicada no caso de «com base em»? Por exemplo: «Elaboração própria com base no IBGE».

Ou deveria ser: «Elaboração própria com base em IBGE»?

Maria Bolton Professora Londres, Reino Unido 522

«Às vezes, o verão pode ser demasiado quente, e "às outras vezes" pode chover demais»

«Às outras" não me parece correto. Não seria melhor " noutras vezes", "outras vezes", "outras?

Muito grata!

Diogo Maria Pessoa Jorge Morais Barbosa Estudante Lisboa, Portugal 550

Deve escrever-se «Tive permissão de aí entrar» ou «Tive permissão para aí entrar»?

Suponho que, sendo possível escrever das duas formas, dependerá do contexto – e, se assim for, peço o favor de me esclarecerem quando devo usar de e quando devo usar para.

Obrigado.

Grace Montenegro Enfermeira Porto, Portugal 365

No sentido de abrir caminho, ouvi algumas vezes a expressão «abrir alas». No entanto, não sei se será muito correto. Se o for, rege-se por alguma preposição?

Ou seja, na frase: «A temperatura estival parecia abrir alas para a multidão de pessoas que se aglomerou no Palácio de Cristal.»

Desconheço se faz ou não sentido, contudo, poderia substituir-se por: «A temperatura estival parecia abrir alas à multidão de pessoas que se aglomerou no Palácio de Cristal.»

Uma vez mais, quero reiterar os meus genuínos parabéns a toda a equipa que nos ajuda a aperfeiçoar este tão belo idioma de Camões.

Grace Montenegro Enfermeira Porto, Portugal 342

Tenho uma dúvida quanto à designação dos aeroportos.

Nesse sentido, gostava de saber se quando nos referimos a eles se pode omitir a preposição de. Exemplo:

(1) Com muita ansiedade, Maria e Joaquim chegaram ao aeroporto de Juscelino Kubitschek

ou poderia simplesmente escrever:

(2) Com muita ansiedade, Maria e Joaquim chegaram ao aeroporto Juscelino Kubitschek.

A mesma dúvida surge com os aeroportos de nomes compostos, como: Roissy-Charles de Gaulle, Cristiano Ronaldo, Francisco Sá Carneiro, etc... (o mesmo acontece com os nomes de monumentos). Pode parecer-lhes um dúvida muito inusitada, mas soa-me melhor sem a preposição.

Por outro lado, quando possuem nomes estrangeiros, devemos escrevê-los em itálico?

Peço desculpa por lhes ocupar o precioso tempo com questões deste tipo, mas agradeço encarecidamente a vossa explicação.

Augusto Pereira Reformado Chaves, Portugal 446

Qual a forma correta de escrever: «fui sair» ou saí?