Estilema
O que vem a ser o estilema?
“Accretion” + "accrete" + "massive" + "merge": como traduzir?
Sou investigadora no centro de Astrofísica da Universidade do Porto. Estou a elaborar um texto e tenho tido algumas dificuldades na tradução de inglês para português de algumas palavras técnicas da minha área: accretion –> acrecção? accrete –> acrectar? massive –> massivo? merge –> mergir? A minha procura nos vários diccionários tem dado alguma palavras alternativas, mas que não parecem significar exactamente a mesma coisa... Por exemplo, a palavra acrescência para accretion e maciço para massive... É legítimo utilizar/introduzir estas palavras assim para português?
Traseira ou traseiras?
Qual é a forma correcta: «A entrada para a garagem fica na traseira» ou «A entrada para a garagem fica nas traseiras do edifício»? Muito grato
Disrupção?
É com frequência que encontro a palavra disrupção em textos que leio sobre tecnologias de informação, como tradução "coxa" da palavra anglo-saxónica "disruption". Qual será a melhor maneira de a traduzir?
Sobre o verbo contribuir
Gostaria de esclarecer as seguintes dúvidas: – A expressão «contribuir com o desenvolvimento» pode ser usada no lugar de «contribuir para o desenvolvimento»? Já vi empresas usarem isso mas me parece inadequado. Muito obrigada.
«Só falta vender seis mil bilhetes»
A propósito da "grande penalidade" apontada ao jornal «Record», surgiu-me a seguinte dúvida: Se colocarmos a frase na forma passiva – "só seis mil bilhetes faltam ser vendidos" –, não será também legítima a forma activa, com o verbo "faltar" na terceira pessoa do plural?
«Somos a solicitar a V. Ex.ª...»
Queria saber o que é mais correcto: «Somos a solicitar a V. Ex.ª que se digne comparecer (...)», «Somos a solicitar que V. Ex.ª se digne comparecer (...)»? Ou será: «Somos a solicitar a V. Ex.ª se digne comparecer(...)»? Obrigado pela vossa atenção!
Acutilância/acutilante
Será que me poderiam explicar a origem das palavras "acutilância"/"acutilante" da qual não consigo sequer encontrar o significado num "normal" dicionário? Terei estado sempre enganada no sentido que lhe atribuo e na sua grafia? Obrigada.
Sobre o predicativo do sujeito
Segundo a "Terminologia Linguística para os Ensinos Básico e Secundário", distribuída recentemente em CD-ROM pelo DES do Ministério da Educação às escolas, na frase "A Joana ficou na escola.", o sintagma "na escola" desempenha a função de predicativo do sujeito. No entanto, a "Nova Gramática do Português Contemporâneo", de Celso Cunha e Lindley Cintra, observa, quando trata do predicativo do sujeito, que na frase "Fiquei no meu posto.", que considero similar à referida na "Terminologia Linguística", o verbo "ficar" é significativo e, portanto, o sintagma "no meu posto" não será predicativo do sujeito; no meu entender – embora os autores não o refiram – será um c. c. de lugar onde. Que opinião tem o Ciberdúvidas?
Orações subordinadas substantivas («a interpretação é a de que...»)
Minha dúvida é em relação a frases do tipo: «A interpretação do governo é a de que as novas medidas não irão causar aumento da inflação.» «A explicação do ministro é a de que os novos impostos são necessários.» «A dedução do partido foi de que o projeto inviabilizará as próximas eleições.» 1) Entendo que as orações iniciadas com que são subjetivas, sendo as orações iniciais o predicativo do verbo ser. Está certa esta interpretação? Há outra possível? 2) Seguindo o meu raciocínio, os termos a de nos dois primeiros exemplos e de no último estão sobrando, pois não cabem ao se inverter a ordem das orações: «Que as novas medidas não irão causar aumento da inflação é a interpretação do governo»; «Que os novos impostos são necessários é a interpretação do ministro»; «Que o projeto inviabilizará as próximas eleições foi a dedução do partido». 3) Diferentes são os casos seguintes: «A interpretação do governo de que as novas medidas não irão causar aumento da inflação foram rebatidas pelos economistas.» «A explicação do ministro de que os novos impostos são necessários não foi aceita pelo Congresso.» «A dedução do partido de que o projeto inviabilizará as próximas eleições não tem cabimento.» Nestes casos, entendo as orações iniciadas com que como completivas nominais, e, portanto, aqui, cabe a preposição de. Desde já, agradeço pela paciência e atenção, parabenizando esse ótimo site/sítio de consulta da língua portuguesa.
