DÚVIDAS

A força ilocutória do verbo exigir
Na gramática de Leonor Sardinha e Luísa Oliveira, encontramos uma frase classificada como acto ilocutório compromissivo, do tipo «Exijo que amanhã entregues o trabalho de casa» (a frase não é exactamente esta, porém, de momento, não tenho presente o exemplo escolhido pelas autoras supracitadas). Após leitura da mesma, parece-me que estamos perante um acto ilocutório directivo, uma vez que se trata de uma ordem. Assim, agradeço que me elucidem relativamente a esta questão e aos actos ilocutórios em geral. Aproveito, igualmente, para felicitá-los pelo grande contributo que prestam ao português.
Gentílicos de países com nomes de santos
Esta minha questão prende-se aos gentílicos de países com nomes de santos. Ora, se por um lado temos, para São Tomé e Príncipe, são-tomense, para São Vicente e Granadinas, temos vicentino. Ou será são-vicentino? E nestes dois casos o que chamar a alguém de Príncipe ou das Granadinas pela sua nacionalidade, sublinho, nacionalidade. E já agora gostaria também de saber os gentílicos relativos aos países Santa Lúcia, São Cristóvão e Nevis e São Marinho. Muito obrigado.
Homonímia e polissemia
Gostaria que me esclarecessem relativamente a estes dois conceitos linguísticos, pois após aturada pesquisa fiquei sem saber se a polissemia é sensível à classe de palavras; caso não seja não sei distinguir os dois termos. A TLEBS (Terminologia Linguística para o Ensino Básico e Secundário) também não me esclarece. a) O Tiago comeu um pêro são. b) Os meninos são irrequietos. A palavra «são» pertence a classes diferentes. Trata-se, portanto, de um caso de homonímia. c) Gosto de um bom prato de comida. d) Parti o prato. «Prato» é um caso de polissemia. Mas será que o que distingue os termos é apenas a interpretação dentro ou fora da classe de palavras? As palavras homónimas não são polissémicas?
Etimologia de enfermo e enfermeiro
Ouvi numa conferência pública que «enfermeiro» vinha de um étimo grego que deu origem a "enfermer" e "infirmier", isto para corroborar a ideia de os doentes serem pessoas a ser isoladas (na história da Medicina). Noutro dia, referi isto aos alunos; na avaliação (anónima) da sessão, um(a) deles escreveu que "infirmier" vinha de "infirme", tal como em português. Fui ao meu dicionário Larousse e lá aparece "infirme" de "fabilius". Mas não aparece a origem de "enfermer". A minha hipótese é se "enfermer" e "infirme" não derivam ambas de "fabilius", sendo que o "en" venha também do latim como, digamos, proposição que signifique «fechar», «enclausurar», ou coisa parecida. Entretanto também fui ao Dic. Etim. (Prof. JPM) e de lá tirei: «Enfermo: adj. do lat. infirmu-» Qual o étimo grego que terá dado origem à palavra? Obrigada.
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