DÚVIDAS

Análise sintáctica da frase «Descaradamente, o Frade leviano dança com a Moça, sua amante»
Como analisar a frase «Descaradamente, o Frade leviano dança com a Moça, sua amante»? «Descaradamente» – complemento circunstancial de modo «o Frade leviano» – sujeito simples «leviano» – atributo «dança» – predicado verbal «com a Moça» – complemento indirecto ou complemento circunstancial de companhia? «sua amante» – aposto
A análise morfológica e a ortografia de «fá-lo-á»
Será que eu aprendi mal e estou a ensinar mal aos meus alunos? Numa resposta a um consulente acerca de palavras com dois acentos como «fá-lo-á», a explicação dada foi a de que (ou foi que?) «Os primeiros dois constituintes são a conjugação pronominal “fá-lo”, em que o pronome antigo “lo” substitui o pessoal “o”, com assimilação do “z” em “faz” e acentuação do “a”, para manter a abertura da vogal. O último constituinte é a forma `há´ do verbo `haver´, sem o `h´, com o pronome em posição mesoclítica. Trata-se duma palavra composta e não duma palavra simples.» Ora, na minha modesta opinião, o 2.o elemento com acento, "-á ", não é mais do que a terminação do Futuro, na 3.ª pessoa do singular. Assim, na frase «Ele fará o trabalho», corresponderá a "*fa(r)-lo-á ". Por que razão a primeira sílaba “fá" passa a ter acento, gostaria de saber. Obrigada pelo esclarecimento.
Ir e vir como verbos principais na conjugação perifrástica
Durante uma conversa de amigos surgiu uma dúvida relativamente ao uso de «vai vir/vai ir/foi indo/etc.». Tenho o hábito de, perante estas dúvidas, efectuar uma pequena pesquisa no Ciberdúvidas, no entanto desta vez fiquei confuso. Gostaria que comentassem a dúvida que descrevi anteriormente, bem como duas respostas dadas no Ciberdúvidas (embora as perguntas me pareçam similares, as respostas são opostas): Há-de vir/vou «Vai vir chuva» Obrigado por todo o tempo dispensado.
Apoio do Ciberdúvidas à RTP e à RDP
1. O Ciberdúvidas passou a dar aconselhamento linguístico à RTP e à RDP, com o apoio da Vodafone. Realce-se por isso aqui o interesse manifestado pela televisão e rádio públicas portuguesas – e em particular o seu Conselho de Administração – em dotar os seus jornalistas de uma ferramenta que, por via do esclarecimento em tempo útil das suas dúvidas, contribua para um competente domínio da Língua Portuguesa. Se hoje a modalidade de língua usada na rádio, na televisão e nos jornais é considerada por alguns como a norma, então é com certeza tempo de avaliar novas palavras, construções e variantes, decidindo quais são as aceitáveis e quais se devem rejeitar, à luz da tradição e da contemporaneidade portuguesas. E, por maioria de razão, tendo em conta o papel de referência atribuído ao operador de serviço público na defesa e promoção da Língua Portuguesa. 2. Neste contexto, há que abranger outras variedades da língua. Muitos consulentes fora de Portugal procuram-nos, mostrando assim que o Ciberdúvidas é útil e acessível para quem fala tais variedades. A nossa contemporaneidade é essa variação, que só será um futuro comum, se entre os oito países onde se fala português houver uma constante troca de palavras que permita integrar e moderar a inevitável deriva resultante do afastamento geográfico. Por outras palavras, a variação existe, mas há que encontrar, no respeito das especificidades de cada país, regularidades e usos consensuais, até para bem do ensino do Português. 3. Por isso, recordamos aqui algumas perguntas que, reflectindo aspectos da identidade e da diversidade da língua, dão ao mesmo tempo expressão a muitas preocupações com ela, porque, no fundo, estamos todos a falar de um bem comum: A pronúncia de tranquilizar; A concordância de bonito como predicativo do sujeito; Sobre a forma de hífen; A locução «de manhã». 4. Por último, sugerimos a leitura do novo Pelourinho, a propósito do descuido no uso dos verbos abster e obter.
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