Católico, "catolicato" e "catolicossato"
Os patriarcas das Igrejas da Geórgia e Armênia, entre outras, recebem o título de “catholikós”, e a província eclesiástica sob a sua jurisdição tem o nome de “catholikossato”, que é o mesmo que “patriarcado”.
Pergunto-lhes: estes dois vocábulos estrangeiros em apreço podem ser ou já são aportuguesados, respectivamente, como “católico” e “catolicato”?
O fato de a palavra “católico” já ter outras acepções não a impede de ter mais esta: a de patriarca de uma igreja oriental. Não é isto mesmo?
Supor e pressupor
Como se diz? Supor ou pressupor? No fundo o que eu não sei é o verdadeiro significado de cada uma destas palavras, mas muitas vezes me "soa" mal o uso do "pressuposto".
A origem de Gesteira
Qual a origem da palavra Gesteira (aldeia, freguesia do concelho de Soure – Coimbra)?
Tonicidade
Gostaria de saber porque a preposição «trás» é acentuada. Normalmente as preposições não são átonas e este deveria ser então um monossílabo átono? Muito obrigado.
Demais em Rebelo Gonçalves
Se Rebelo Gonçalves, no seu Vocabulário da Língua Portuguesa, apenas consigna «demais» como advérbio de modo1, atribuindo a «de mais» a função supletiva de locução adverbial de quantidade, qual o motivo por que, em Ciberdúvidas, vários consultores têm tecido considerações acerca do correcto uso de «demais» como advérbio de quantidade? Será que o destinatário-alvo tem sido os falantes brasileiros? Na verdade, tanto o dicionário da Academia das Ciências de Lisboa como o Dicionário Houaiss (versão portuguesa) averbam unanimemente a acepção quantitativa de tal advérbio como um brasileirismo. Em vista disso, compete perguntar: a) Não será abusivo classificar e utilizar «demais» como advérbio de quantidade, se o vocabulário ortográfico vigente em Portugal ainda não foi substituído? (Se assim não fosse, razões não haveria para que os dicionários supracitados tivessem sido tão escrupulosos na sua descrição!) b) Que força de lei têm os argumentos aduzidos em Ciberdúvidas em favor do uso de «demais» enquanto advérbio de quantidade? Saudações cordiais. 1 Excluo desta questão o valor pronominal do vocábulo.
Compostos por subordinação, composição e reanálise
Gostaríamos de colocar três questões: 1. O que significa a palavra «reanálise» da seguinte definição retirada da TLEBS? «Composto morfo-sintáctico: Composto resultante da intervenção de um processo de composição morfo-sintáctica. É formado por duas ou mais palavras que integram uma de três estruturas sintácticas: subordinação, coordenação ou REANÁLISE.» 2. Os compostos morfo-sintácticos coordenados só podem ser formados por nomes ou adjectivos? Não podem ser formados por verbos ou palavras invariáveis? «Composto morfo-sintáctico coordenado: Nos compostos morfo-sintácticos com estrutura de coordenação, todas as palavras têm idêntico estatuto e idêntica contribuição para a interpretação semântica. Os compostos morfo-sintácticos deste tipo são sobretudo NOMES, mas também há alguns ADJECTIVOS: a flexão de número afecta, de igual modo, (...)» 3. Como podemos classificar as seguintes palavras? «Guarda-chuva» (verbo + nome) «Abaixo-assinado» (palavra invariável + adjectivo) «Pão-de-ló» (dois nomes ligados por preposição) Agradecemos desde já a vossa atenção.
Presente do subjuntivo em subordinadas temporais
Oi! Sou professora de Espanhol, na Argentina, e estudo Português há muitos anos. Como acontece com o Espanhol, com o que se ensina na sala de aula, sobre orações condicionais – três casos típicos e nunca mais de três, coisa que está longe de ser a santa verdade – também encontrei uma situação – para mim – inexplicável (quem sabe, seja uma bobagem): O uso do presente do subjuntivo, na oração «No dia em que não FAÇA mais uma criança sorrir, vou vender abacaxi na feira.» (N. Piñon, citado na gramática de Cunha e Cintra) é tido como correto – pelo menos assim o propõem os autores da gramática. Já a professora, no Proficiência, corrigiu um colega meu quando ele disse «quando venha, terei tempo de fazer isso» (copiando o modelo que a gente faria se falarmos um portunhol). Eu estudei que futuro pede futuro. Daí: «Quando vier, terei...» Mas será que é mesmo correto, como em Espanhol: «Cuando venga (presente de subj.) tendré (futuro) tiempo.» O presente pode ser usado com valor de futuro numa oração temporal? Se é assim, qual a bibliografia que valida esse uso? Obrigada.
Relacionar com
Vejo que muitos brasileiros escrevem, por exemplo, «os problemas relacionados ao desenvolvimento do país», enquanto os portugueses escrevem «os problemas relacionados com o desenvolvimento do país». É uma diferença entre as duas normas ou alguma das formas está errada?
Conjugação pronominal reflexa
Se a conjugação pronominal reflexa se utiliza quando o sujeito pratica e sofre a acção (in Gramática de Hoje, Editorial O Livro) e quando a acção recai sobre o sujeito sobre o qual se declara alguma coisa ( in Gramática do Português Moderno, Plátano Editora), então que tipo de conjugação é esta: «ensinei-te» ou «deu-nos» ou ainda «convidou-me»? Bem-haja pela atenção e parabéns pelo site. Já está nos meus favoritos!
Empréstimos internos e externos na TLEBS (Portugal)
Gostaria que me explicassem, de acordo com a TLEBS, a diferença entre empréstimo interno e externo. Muito obrigada pela vossa atenção e parabéns pelo excelente trabalho do Ciberdúvidas.
