DÚVIDAS

Sobre demais em Rebelo Gonçalves, novamente
Antes de mais, cumpre-me agradecer a resposta do consultor D'Silvas Filho ®. Não obstante a clareza dos argumentos expendidos, uma questão ficou por esclarecer. À falta de um novo e actualizado vocabulário ortográfico, e levando em linha de conta as aduções feitas, quer pelo dicionário da Academia das Ciências de Lisboa, quer pela versão portuguesa do dicionário Houaiss, que obra faz lei em Portugal, no que estritamente respeita à utilização de «demais» como quantificador? Uma vez mais, muito obrigado!
Ainda sobre o substantivo forma
Ainda a propósito da sintaxe do substantivo forma: «Eles admiravam a forma como o herói pegava no bastão.» Estudo todos os dias as vossas respostas – sinal evidente de quanto vos aprecio. Claro está que concordo mais com alguns consultores do que com outros. A consultora Eunice Marta, habitualmente, tem a minha concordância. Quero hoje louvá-la pela sua coragem em classificar de complemento directo o constituinte «no bastão». É evidente que o é. Mas... quantos professores (aqueles que ainda estudam!) continuam a ser enganados por uma Gramática que há muito deveria ter sido revista – ou arrumada para o arquivo de valores ultrapassados... Refiro-me, como é evidente, à Nova Gramática do Português Contemporâneo... Mas desejo também sugerir. Não aceito a justificação para classificar de relativa aquela oração subordinada. Trata-se de uma oração conformativa. Bem sei que as Áreas Críticas da Língua Portuguesa [de João Andrade Peres e Telmo Móia] defendem, neste caso, a existência de relativas. Mas... não acho que se possa defender tal descrição. A Gramática tem de descrever o texto efectivamente realizado – e não aquele que poderia estar em seu lugar.
A pronúncia do "e" e do "o" átonos em final absoluto
Na língua portuguesa, "e" e "o" átonos, no final das palavras do idioma, são pronunciados, respectivamente, como "i" e "u", havendo, portanto, uma discrepância entre a grafia e a pronúncia. A respeito deste fato, aliás bem conhecido, pergunto-lhes: sempre houve esta disparidade ou já existiu época no passado em que as terminações em apreço eram proferidas na linguagem oral como "e" e "o" mesmo? Muito obrigado.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa