DÚVIDAS

Valor adverbial do adjectivo, novamente
A resposta sobre a função sintáctica de "solene" suscita-me uma dúvida: se, em vez de «Os homens aguardam que o garoto leve solene o copo de água...», a frase fosse «O garoto aguarda que os homens levem solenes os copos de água...», o adjectivo não teria valor adverbial por não poder ser tomado como invariável. Por outro lado, não parece possível realizar a segunda frase como «O garoto aguarda que os homens levem solene os copos de água...», ao contrário do que sucede com «Os outros falavam duro, difícil». Então, como classificar "solene"? Renovo as minhas anteriores expressões de apreço pelo excelente serviço do "Ciberdúvidas" em prol da nossa língua.
Etimologia de foja
Gostaria de obter ajuda na busca da origem da palavra foja, substantivo que dá nome à Quinta e ao rio Fôja, situados entre Montemor-o-Velho e a Figueira da Foz. Terá que ver com o espanhol “hoja” (começou por se escrever Rio “Eije”)? Ou com "foice" (já se escreveu depois Rio "Foixe"). Há quem relacione o topónimo com a palavra «fôjo», uma vez que existia na Mata de Fôja um couto de caça. Porém, estou pessoalmente mais inclinado para que a origem esteja precisamente em «folha» ou em «foice», uma vez que ambas descrevem bastante bem a morfologia que o vale do Fôja evidencia, em forma de folha ou foice. Então será etimologicamente possível a passagem de «Fovea» a «Eije» durante a Alta Idade Média, e depois recuperar o "F" inicial para «Foixe»? Parece-me um exercício improvável. E qual a sua opinião pessoal? Parecem-lhe improváveis as explicações que estou a seguir? Desde já agradecido pela atenção dispensada.
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