Sobre a derivação imprópria
Celso Cunha diz na gramática dele que ocorre derivação imprópria (conversão) quando, entre outras coisas, um substantivo pelo contexto se torna adjetivo; ex.: em «Comprei calças rosa para ele», rosa é adjetivo. No entanto, inúmeros sites de língua portuguesa colocam exemplo semelhante como rosa sendo substantivo, apesar de ter valor adjetivo. O que eu quero saber é simples: rosa é substantivo ou adjetivo e por quê?
Grato.
A análise morfológica da palavra inactivo
Como justifico a análise morfológica da palavra inativo? Algumas gramáticas apontam [IN]prefixo[AT] radical[IVO]sufixo e outras[IN]prefixo[ATIV]radical [O]vogal temática. Concordo com a primeira análise ao levar em conta o sufixo de formação de adjetivo a partir de substantivo, porém não encontro a etimologia do radical [AT].
O uso de vírgulas ou travessões
Tenho uma dúvida que anda tirando o meu sono. Há alguns dias, prestei uma prova para um concurso, o mesmo trazia a seguinte questão:
«Em 2206 foram reportados acidentes em 68 países — e sete áreas não reconhecidas como nações independentes — em todos os continentes.»
Dentre algumas afirmações, a resposta correta dizia que os travessões poderiam ser trocados por vírgulas. Minha dúvida é quanto ao uso da vírgula, ou dos travessões, pois acredito que o e colocado após o travessão, possa ser uma conjunção aditiva, sendo, portanto, desnecessário ou irregular a expressão citada acima vir isolada entre vírgulas ou travessões, logo a questão formulada estaria errada. Estou certo ou equivocado? Se for possível responderem-me aguardo resposta e parabéns por este espaço.
Hífen em compostos morfológicos, h interior
Uma das minhas actividades é a revisão de textos e tenho-me deparado com uma dificuldade em particular para a qual não encontrei ainda respostas satisfatórias.
Gostaria de saber se existe alguma norma para a grafia de certos termos compostos utilizados nos vários ramos das ciências. Refiro-me, nomeadamente, a exemplos como os seguintes: "sócio-económico" ou "sócio-político", que tenho visto como "socioeconómico" ou "sociopolítico" respectivamente. Mas, se a estes acrescentarmos mais uma palavra, como por vezes acontece, teremos "sócio-político-económico", "sociopolítico-económico", "sociopolíticoeconómico" ou alguma outra variante? É que a eliminação dos hífens e a pura justaposição das palavras torna-se progressivamente mais difícil de ler.
Por outro lado, a prática, ao que parece generalizada, de eliminar os hífens traduz-se por vezes em resultados um tanto ou quanto insólitos, como por exemplo "imunohemoterapia" ou, pior ainda, "parathormona". Aliás, a respeito destes dois últimos exemplos, gostaria de saber se os campos da medicina e da farmacologia ou da química, para citar apenas estes, estão isentos, na sua terminologia específica, de terem de se submeter às regras linguísticas.
Pergunto isto, por já ter visto termos como "dehidrohepiandrosterona" ou "hidroxietilcelulose" (sem qualquer hífen) ou como o incrível "cloridrato de trans-4-[(2-amino-3,5-dibromobenzil)amino]-ciclohexanol" — com os hífens e os parênteses exactamente como indico aqui.
Onde poderei então encontrar indicações fiáveis (?!) relativamente à utilização ou não dos hífens?
Obrigado!
O significado e a origem da palavra sofisticado
O que significa e qual a origem da palavra sofisticado?
A regência de disponibilizar e disponível
Gostava que me esclarecesse a seguinte dúvida: qual a preposição adequada para disponibilizar e estar disponível? Disponibilizar para alguém? Ou a alguém? Estar disponível para alguém ou a alguém?
Obrigada.
«O advogado vai com muita sede ao pote»
Qual é o significado da expressão «O advogado vai com muita sede ao pote»?
A diferença entre agente do estado e funcionário público
Gostaria de ser informada quanto à diferença entre «agente do estado» e «funcionário público».
Novo acordo. A injustiça, o hífen, as iniciais minúsculas
Achamos que este novo acordo ortográfico é muito injusto para nós, além de nos desfavorecer e quebrar os nossos princípios linguísticos. Por exemplo, a hifenização em relação a algumas palavras "não soa bem": «mini-saia» vai ficar, do nosso ponto de vista muito esquisito, pois dobra-se o s. Além de estas palavras ficarem bastante grandes.
E não se resume apenas a isto, que vemos que está mal. Por exemplo, os meses do ano, escritos com minúscula, é uma falta de classe...
Não acham o mesmo?
Normas portuguesas
Gostava de saber a que organismo compete fazer respeitar as normas portuguesas, nomeadamente a NP EN 2680, de 1993.
É verdadeiramente assustador verificar como essa regra é desrespeitada, escrevendo-se à maneira que cada um lhe apetece e, tanto quanto eu saiba, nenhuma consequência lhe advindo por isso.
Veja-se, por exemplo, os produtos alimentares à venda no mercado. São obrigatoriamente marcados com o respectivo prazo de validade, mas parece que ninguém se rala com a forma como esse prazo é escrito.
Uma pessoa compra um alimento para crianças, por exemplo, onde consta a validade: 09-03-07. Que significa isso? Que ainda tem cerca de um ano de validade? Ou que já está cerca de um ano fora de prazo?
E se a criança comer um alimento deteriorado e por isso tiver um grave problema de saúde?
Anda a ser desleixado um problema muito sério!
E até neste site Ciberdúvidas se faz a apologia de cumprir a norma e esse(s) artigo(s) é datado na forma antiga — penso que ilegal!
Concordo que não é ao Ciberdúvidas que cabe fazer respeitar a lei, mas, pelo menos, podia cumpri-la. Para variar.
Obrigado.
