Certo como advérbio
Suponha que um professor proponha a um aluno uma tarefa, e o pupilo a responde corretamente. Assim, o professor dirá: «Parabéns, você respondeu certo!
Nessa frase dita pelo professor, pergunto a vocês a que classe de palavras pertence o termo certo, bem como qual a sua função sintática.
Obrigado, estimados professores!
Ambiguidade de mais: «e mais jogou bola na vida»
Li a seguinte manchete: «Neymar mostra rua no litoral de SP onde deu o 1° beijo e mais jogou bola na vida.»
Algo soa estranho na frase. Creio que isso se dê por conta da ausência de um segundo onde antes de «mais jogou bola na vida».
Gostaria de saber se a construção - como vai no jornal - está correta ou, caso não esteja, se há forma mais clara e agradável de escrevê-la.
Obrigado.
A grafia de «bem remunerado»
"Bem remunerado" ou "bem-remunerado"?
Ex: As dificuldades das mulheres em conseguir empregos bem remunerados levaram ao crescimento...
Grata,
A construção «tanto... como/quanto»
Pedia o vosso parecer sobre a correção desta frase, que acho duvidosa:
«O que o Rui está a dizer tem o significado de tanto ele, tanto o colega, tanto outra pessoa, vão para o mesmo sítio.»
Obrigado.
A conjunção copulativa e e o advérbio assim
Na frase «Em certo modo viveu o que cantou e [assim foi] o único épico que foi lírico ao sê-lo .», como devo classificar a oração iniciada pela conjunção coordenativa conclusiva «assim», uma vez que esta é antecedida da conjunção coordenativa copulativa «e»?
O advérbio já e o contraste entre coordenadas
Na frase «Ontem esteve sol, já hoje choveu todo o dia!», como classificamos o processo de ligação entre as duas orações?
Coordenação? Subordinação?
Como classificamos a palavra já nesta frase? Conjunção?
Muitíssimo agradecida! Parabéns pelo vosso trabalho de excelência!
Negação: «não por acaso»
Num trabalho surgiu-me a frase «não por acaso a tua casa teve... etc.».
Quiseram que emendasse porque faltava um foi... Tinha de ser «não foi por acaso que a tua casa teve...etc.».
Bati o pé a dizer que estava correto, mas tive de emendar mesmo assim.
Procurei na Internet e não encontrei nada sobre isto, e daí estar a perguntar aqui, para me esclarecer e para ficar registado.
Obrigada.
O advérbio esquecidamente
Gostaria de saber se a palavra esquecidamnete existe, podendo ser classificada como um advérbio.
O advérbio finalmente
Tenho uma dúvida sobre o advérbio «finalmente» e o seu uso como conector discursivo. Em várias gramáticas, «finalmente» é indicado como marcador do último elemento de uma sequência enumerativa. Infelizmente, não havia exemplos.
No entanto, ao analisar textos reais, encontrei apenas usos diferentes (corrijam-me, por favor, se a terminologia não é a correta);
- Como advérbio temporal – indica que algo acontece após espera: “O projeto finalmente começou.”
- Conector conclusivo – introduz uma conclusão ou culminação de um raciocínio: “Foram analisados vários fatores e, finalmente, decidiu-se alterar a lei.” “O relatório estudou a evolução da despesa pública, o impacto das medidas fiscais e, finalmente, as perspetivas de crescimento económico.”
Porém, se a frase for: “Em primeiro lugar, discutiu-se a educação. Relativamente à saúde, foram apresentados dados. Quanto a transportes, houve propostas. Finalmente, falou-se da cultura.” Neste caso há uma sequência temporal e finalmente introduz o último termo que é temporal. Até aqui entendo.
A dúvida vem como uso numa sequência sem qualquer relação entre si, como marcador de enumeração neutra. Por exemplo, em textos argumentativos ou opinativos com tópicos independentes, uma frase hipotética seria (reforço que foi inventada):
“Em primeiro lugar, penso que a educação é essencial. Relativamente à saúde, considero prioritário investir. Quanto a transportes, creio que o investimento deve ser maior. Finalmente, a cultura merece atenção.”
Neste caso, os tópicos não seguem uma sequência temporal ou lógica, mas apenas refletem pontos de opinião sucessivos. Aqui, «finalmente» soa estranho, já que transmite um valor de conclusão ou encerramento diferente de marcadores puramente enumerativos como “por último”, que apenas indicam o último item da lista.
A minha dúvida é, portanto: Será que «finalmente» pode ser usado de forma natural como marcador neutro do último ponto em listas de tópicos independentes? Não é o mesmo "por último" que "finalmente". Sendo assim, porque teimam as gramáticas em tê-los juntos?
Poderiam ainda ajudar-me a classificar gramaticalmente os diferentes usos de «finalmente»?
Agradeço desde já qualquer esclarecimento sobre a frequência real destes usos e a terminologia adequada para cada valor de «finalmente». Muitos parabéns pelo magnífico trabalho.
O verbo dizer com interrogativa indireta
Gostaria de ver uma dúvida relativa à classificação de uma oração subordinada substantiva esclarecida.
Na frase «Ele não nos disse quanto ganhou», o meu primeiro pensamento seria classificá-la como oração subordinada substantiva completiva, seguindo a estrutura de substituir a oração subordinada por isso («Ele não nos disse [isso].»).
No entanto, sabendo que as conjunções completivas são normalmente limitadas a que, se e para, seria mais correto classificá-la como relativa?
E caso possa ser considerada completiva, qual seria o antecedente de quanto (uma vez que as relativas não têm antecedente)?
