A etimologia de enxergar
Os dicionários gerais da língua portuguesa (Houaiss e Aurélio, por exemplo) dão como obscura a origem do verbo enxergar. Há algum indício (ainda que de etimologia popular) para formação deste verbo?
Enviuvar = viuvar
Em relação a uma pessoa cujo cônjuge morreu pode dizer-se «viuvou» ou «enviuvou»? Ou ambas as expressões são válidas?
«Todos os dias são Natal»
= «Todos os dias é Natal»
= «Todos os dias é Natal»
Diz-se «todos os dias é Natal» ou «todos os dias são Natal»?
Oração condicional sem conjunção condicional se
Pergunto-vos se é correto e adequado elidir a conjunção se em períodos com o verbo no pretérito imperfeito do subjuntivo, como no exemplo em seguida:
«Tivéssemos acertado o relógio, não teríamos perdido o voo.»
Agradeço-vos antecipadamente vossa atenção.
Aninhar-se com e aninhar-se entre
Começo por vos dar os parabéns pelo vosso trabalho!
Na frase «[o cão] aninhava-se a seu lado», qual a função sintática desempenhada pelo grupo preposicional «a seu lado»?
«Debruçar-se na varanda»
É correto dizer-se «debruçar-se na varanda»?
O uso de ajoelhar e ajoelhar-se
Deve dizer-se «a pessoa ajoelhou», ou «a pessoa ajoelhou-se»? Trata-se de uma dúvida que nunca vi respondida e muito menos explicada por ninguém.
Obrigado.
A regência do verbo assestar
Agradecendo uma vez mais o vosso incansável e meritório trabalho, pergunto se se deve escrever «assestar a luz na cara» ou «assestar a luz para a cara». Isto porque o verbo assestar pode significar apontar (apontar para...), mas a primeira expressão ouve-se com mais frequência. É um erro? Muito obrigado.
«Ver de nós»
A expressão «passadas duas horas, ela foi ver de nós» (no sentido de «foi à nossa procura») está correcta?
«Dizer para...» e «pedir para...» + infinitivo
Não posso concordar [quando se diz] que é aceitável dizer «eu disse para fazeres isso». Correcto é (e sempre foi assim): «Eu disse que fizesses isso.» E porquê? Porque eu disse: «Faz isso!» Logo, fica: «eu disse que fizesses isso»; mas nunca «eu disse para fazeres isso», pois tal não faria sentido nenhum. Da mesma maneira que se diria: «eu ordenei que fizesses isso», e nunca «eu ordenei para fazeres isso», nem «eu mandei para fazeres isso», mas, sim, «eu mandei que fizesses isso»; pois a ordem, ou o mandado, foi: «Faz isso.» E o mesmo se aplica ao verbo pedir: Eu pedi: «Faz isso.» «Eu pedi que fizesses isso»; e não: «Eu pedi para fazeres isso».
O uso de para seria correto neste caso: «Eu disse aquilo, para te animar»; «eu pedi aquilo, para te animar». Esse erro parece-me, mais, ser uma corrupção pelo inglês, em que se costuma dizer: «I told/ask you to do that», que, vertido literalmente para português, seria, efectivamente: «Eu disse-vos/pedi-vos para fazerdes isso»; mas cuja tradução em português correcto é: «Eu disse-vos/pedi-vos que fizésseis isso» («eu disse-vos/pedi-vos: Fazei isso»). Isto, sim, faz pleno sentido. Erros devem ser condenados prontamente; e não devem ser tolerados, só porque são muitos os que os cometem. E os doutores têm a obrigação de fazer isso mesmo. Quando prevaricam, o erro espalha-se velozmente.
