Sobre a expressão «de anhenha» (Vila do Conde, Portugal)
Desde já vos felicito pelo excepcional serviço que prestam à língua portuguesa.
Tenho uma dúvida em relação a uma expressão coloquial de registo popular usada na zona onde moro, mas cuja grafia e origem me são desconhecidas. Nunca a vi escrita em lado nenhum e há tendência popular para deturpar certas expressões de uso oral. Assim, diz-se de pessoa oriunda de sítio remoto e subdesenvolvido que vem ou é «d´anhenha» (desconfio desta grafia).
Espero que me consigam elucidar e desde já vos agradeço pela atenção.
Fenómenos fonéticos ocorridos de patrem a pai
Gostaria que me esclarecessem acerca dos fenómenos fonéticos ocorridos na evolução da palavra patrem até à forma pai. Normalmente, as explicações resumem-se às formas patrem > patre > padre. E daí até à forma pai, que fenómenos aconteceram?
Grata pela atenção dispensada.
«A bênção de Deus» = «a graça de Deus»
Na frase «Deu-lhe a bênção de Deus», qual das seguintes frases tem o significado equivalente?
«Deu-lhe a palavra de Deus.»
«Deu-lhe a cruz de Deus.»
«Deu-lhe a graça de Deus.»
O significado de vogal (membro de assembleia)
Venho por este meio perguntar o significado de vogal quando se trata de um cidadão eleito para um cargo numa direcção duma organização ou cargo político.
Sem mais de momento.
Acerca dos estrangeirismos
Saudações à equipe do Ciberdúvidas!
Desde algum tempo que me há uma questão pendente, trata-se dos estrangeirismos. Eu gostaria que me ajudassem a formar uma posição sobre o tema: estrangeirismos. Precisamos, às vezes, de material para escrever textos dissertativos na escola, e torna-se difícil encontrar informações confiáveis, portanto recorro a vós.
Debatemos já em sala de aula o tema, mas não cheguei a consenso acerca do tema. Como podemos fazer uma abordagem das questões linguísticas que envolvem o tema? Qual a opinião dos gramáticos, linguistas e especialistas sobre o tema? Por um lado, nas discussões que vimos, foi-se destacando muito o lado da variedade linguística, que o falante é que faz a língua, que ele mostra verdadeira maturidade quando resolve incorporar os estrangeirismos, etc. Também se enfatizou, por outro lado, a questão do imperialismo norte-americano, sua influência nas culturas, principalmente na nossa brasileira, e por isso o uso exagerado em lojas, propagandas, etc. A que abordagem poderíamos verdadeiramente chegar? Houve até um projeto de lei para proibir os estrangeirismos no Brasil, segundo um colega — numa pesquisa no Google vi até a opinião de que era uma tentativa de puristas nacionalistas de uniformizar a língua no Brasil, que é tão diversificado.
Os estrangeirismos empobrecem a língua sob que circunstâncias? Há evidências para demonstrá-lo? Podem citar algum exemplo que comprove o uso indevido? Pode-se utilizar a variedade linguística e o livre arbítrio dos falantes, como vimos da parte de alguns amigos, para não se corrigir os abusos? Como se pode utilizá-los sabiamente, e em que contextos? Que autores e obras se pode consultar sobre a questão?
Aqui me despeço, sempre muito agradecido por me auxiliarem.
«O intervalo entre...» e a expressão «Por intervalos»
É correcto dizer-se «o intervalo "por entre" [ou só "entre"?] alguma coisa», ou é «o intervalo "de"» alguma coisa»?
«Intervalo entre as árvores/casas/etc.», ou «intervalo por entre as árvores/casas, etc.», alguma das formas é a mais correcta, ou trata-se de uma redundância, uma vez que intervalo já implica ser «entre» alguma coisa?
Muito obrigado.
A origem e o significado da expressão «Não há figos para ninguém»
Com os meus cumprimentos pelo vosso regresso.
Gostaria de saber a origem e o significado da expressão: «Não há figos pra ninguém.»
O feminino de apóstolo
Existiria a palavra "apóstola" como feminino de apóstolo?
Caso a resposta seja positiva, deve ser, suponho, uma palavra com o sentido de mulher cristã que evangeliza ou de mulher que propaga alguma ideia ou doutrina não necessariamente religiosa ou cristã.
Muito obrigado.
Maiúscula inicial em preposição a introduzir apelido
Sejam bem regressados!
Julgo que deva escrever-se «Da Vinci», «Van Gogh» ou «Da Silva», por exemplo (embora, naturalmente, «Leonardo da Vinci», «Vincent van Gogh» e «Agostinho da Silva»). Podem confirmar, por favor?
Obrigado.
Sobre os neologismos sobrexpressar e subexpressar (em tradução)
Em linguagem científica é comum a falta de correspondência de termos estrangeiros (nomeadamente do inglês) para a língua portuguesa. Neste caso, a dúvida surge com as palavras overexpressed e underexpressed, que reflectem uma ideia de expressão anormalmente aumentada ou diminuída, respectivamente. Quais são as alternativas para o português?
