Consultório - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
 
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Sérgio Estreitinho Professor particular Lisboa, Portugal 835

Eu fui criticado por uma expressão que julgo estar certa e, na realidade, as pessoas que me rodeiam também a dizem.

Acontece que há pessoas que dizem que é errado, na internet. Trata-se da expressão «estar de».

Bem sei que é usada para no referirmos a um estado provisório, não habitual, como «estou de baixa», «estou de férias» ou «estou de trombas», certo? Acontece que a mesma expressão, no meio em que estou inserido, ou seja em Lisboa, e pensando eu que seria no país todo, o que até pode ser que seja o caso, também se usa a expressão «estar de» em relação ao vestuário.

Por exemplo: «Eu hoje estou de ténis»; «ele está de calções e de T-shirt».

Penso que já perceberam a ideia? Conhecem esta expressão também? Ela é estranha? Existe alguma agramaticalidade contida na mesma?

Obrigado.

Kise dos Reis Fernandes Estudante Mogi das Cruzes, Brasil 1K

Encontrei a seguinte oração em um livro técnico:

«No estudo das normas jurídicas, a doutrina costuma distinguir entre regras e princípios.»

Achei absurda a construção. Acredito que, apesar de o verbo possuir a acepção de diferenciar coisas "entre" si, não aceita tal preposição. Ao meu ver, o correto seria «... a doutrina costuma distinguir regras de princípios». Mas ao pesquisar pela Internet, achei alguns outros exemplos deste uso.

Por favor, poderiam me esclarecer se estou equivocada?

Roberto Andrade Servidor Público Rio de Janeiro, Brasil 1K

Qual é a regência do nome compulsão?

Compulsão a/para algo ou em algo?

Segundo o [Dicionário Prático de Regência Nominal de Celso Pedro] Luft , quando o nome pedir complemento, teremos apenas o a ou para. Em muitos dicionários, não achei o em.

Porém... recentemente, observei a seguinte frase: «A compulsão EM procurar não deve se sobrepor [...].»

Desde já, agradeço a enorme atenção.

Joel Puga Engenheiro Informático Portugal 668

Qual é a maneira mais correta de exprimir a ideia de que uma história é em parte, ou talvez até completamente, ridícula? Dizendo: «Grande parte, se não toda, da história é ridícula» ou «Grande parte, se não toda, a história é ridícula»?

Evandro Braz Lucio dos Santos Professor Santa Quitéria , Brasil 1K

Considerando a frase:

«Assim, é função do gramático preservar o uso de ser corrompido pela ignorância.»

pergunto se poderia ser escrita:

«Assim, é função de o gramático preservar o uso de ser corrompido pela ignorância.»

Em que caso não se usa contração, quando vier um verbo no infinitivo?

Obrigado.

Christian Jiménez Estudante Brasília, Brazil 1K

«Nesse sentido, a defesa do direito à liberdade de expressão não pode servir como argumento para justificar a tolerância à propagação de discursos de ódio.»

É correta a utilização de como depois do verbo servir?

Seria mais correta a utilização da preposição de?

Obrigado!

Ausse Saide Docente Cairo, Egito 1K

Qual é o mais correto nos seguintes exemplos?

a) trajado com um fato avermelhado.

b) trajado de um fato avermelhado.

João Castro Financeiro Porto, Portugal 3K

É correto terminar uma frase com «lidar com»?

Exemplo: «Quanto à falta de pontualidade, tenho dificuldade em lidar com»

Na minha opinião a frase poderia ser «Quanto à falta de pontualidade, é algo com que tenho dificuldade em lidar» ou «Tenho dificuldade em lidar com a falta de pontualidade».

Fiz este reparo à minha filha que me respondeu que todos os amigos falam assim e que a frase está correta.

Alice Costa Do lar Rio de Janeiro , Brasil 1K

É correto escrever: «Ela desabafou sobre suas mágoas»?

Roberto Andrade Servidor Público Rio de Janeiro, Brasil 8K

Recentemente estive lendo o Dicionário prático de regência verbal de Celso Pedro Luft (um bom livro!).

Lá, deparei-me com um caso curioso: o verbo combater podendo ter dois "objetos indiretos".

O autor diz que o verbo é transitivo indireto e cita as preposições com, contra, por e a locução prepositiva «a favor de»...

Depois disso, observei uma frase:

«Combati contra José pela liberdade.»

Temos, na frase citada, dois objetos? «Pela liberdade» não dá uma ideia de locução adverbial de causa?

Obs.: A frase [em questão] não foi lida no livro, e sim em um artigo; mas, [apoiado] na visão de Luft, julguei dois objetos indiretos.

Desde já agradeço a enorme atenção que os Senhores sempre tiveram.