O verbo chamar na voz passiva
O Ciberdúvidas disponibiliza diversos artigos sobre a regência do verbo chamar. Porém, não sinto que se tenha abordado suficientemente a questão que se prende com a forma passiva do verbo. Em português europeu, qual seria a construção mais natural:
(a) «O João é chamado Camões Júnior porque escreve belos poemas»;
(b) «O João é chamado de Camões Júnior porque escreve belos poemas»;
ou
(c) outra?
A regência de «ter pena»
O sentido das duas frases que se seguem é equivalente?
(1) O António sente pena pela sua família.
(2) O António sente pena da sua família.
«Começar a...» e «começar de...»
Qual a forma correcta de utilizar o verbo começar, na seguinte situação: «Começar de chover», ou «começar a chover»?
Obrigado.
«Rumar para», «rumar a» e «rumo a»
Já li e ouvi algumas vezes «rumar a caminho de...». Parece-me claramente uma redundância. Não se deveria dizer apenas «rumar a...». Assim, por exemplo, podemos dizer «rumar a caminho de Lisboa» ou «rumar a Lisboa»?
«Fazer com que....»
É incorreto escrever «fazer que» ou «faz que»? Só pode usar-se «fazer com que» ou «faz com que»? Qual é a diferença ou em que contexto se justifica o uso de uma e/ou de outra forma?
A sintaxe do adjetivo prejudicial
«O tabaco é prejudicial à saúde.»
Qual a função sintática da expressão «à saúde»?
Muito obrigada.
«Abnegação ao trabalho»,
ou «abnegação do trabalho»?
ou «abnegação do trabalho»?
Escreve-se «abnegação ao trabalho», ou «abnegação do trabalho»?
O contexto é «... a imagem do ser submetido às relações do mercado, cujo sucesso depende apenas da abnegação do trabalho e do génio pessoal...».
Obrigada.
«Adornado com...» e «adornado de...»
Ao consultar obras de referência, verifico uma oscilação na regência de adornar. Pergunta: devemos escrever «A cama está adornada com veludo», ou «A cama está adornada de veludo»?
Muito obrigado, e parabéns pelo vosso trabalho.
«Usar de»
Devemos escrever «o pai usou a prudência para lhe fazer ver aquilo», «o pai usou da prudência para lhe fazer ver aquilo», ou «o pai usou de prudência para lhe fazer ver aquilo»? Nunca percebi esta formulação.
Obrigado.
O uso de permissividade e de permissão
Qual é a forma correcta?
«Não era o que ela conjecturava, a ideia que fazia das suas quedas, dos seus vícios, da sua vida que o irritava, mas a permissividade que se autorizava de o querer admoestar.»
ou
«Não era o que ela conjecturava, a ideia que fazia das suas quedas, dos seus vícios, da sua vida que o irritava, mas a permissividade que se autorizava em o querer admoestar.»
Com os meus agradecimentos.
