depois do Acordo Ortográfico
O hífen em compostos
depois do Acordo Ortográfico
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Diz o Vocabulário Ortográfico do Português – Critérios de aplicação das normas ortográficas ao Vocabulário Ortográfico do Português: «Mantém-se o hífen nas seguintes situações…: quando o prefixo ou radical termina com a mesma letra (vogal ou consoante) com que se inicia a palavra a que se junta…» Diz o Acordo Ortográfico, Base XVI – 1: «só se emprega o hífen nos seguintes casos: (…) b) Nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo termina na mesma vogal com que se inicia o segundo elemento…»
Assim, a regra aplica-se quando são iguais (terminação do prefixo e início da 2.ª palavra) as vogais, ou as letras (vogal ou consoante)?
O significado de engavelar (provérbios e lengalengas)
Ao preparar algumas lengalengas para o meu dia a dia, deparei-me com uma palavra da qual desconheço completamente o seu significado, engravelar. É uma lengalenga relacionada com o trabalho agrícola e refere-se a agosto da seguinte forma: «Agosto, engravelar.» Deste modo, decidi recorrer ao vosso apoio, e engravelar quererá dizer...
O uso do hífen em «cultura negro-baiana»
Gostaria de saber se, no trecho abaixo, onde aparece o termo «cultura negra-baiana», esta formação está correta, inclusive quanto ao hífen. «O candomblé alargou seus laços territoriais, se expandindo da Bahia para todo o Brasil, além de somar a si uma classe intelectualizada do Rio de Janeiro e São Paulo, que valorizava a cultura negra-baiana.»
A origem da expressão «Vai tudo para o catano»
Qual é a origem da expressão «Vai tudo para o Catano»? Existe alguma relação com o Marcelo Caetano?
Designação do estudioso de hebelogia
Gostaria de saber como se designa um estudioso da hebelogia.
Parabéns pelo excelente trabalho que têm vindo a desenvolver em prol da língua portuguesa.
O uso de macaronésio (Macaronésia)
Tenho encontrado a palavra macaronésio como adjetivo relativo à Macaronésia, região marítimo-insular do Atlântico Norte, dotada de características próprias, que engloba os arquipélagos dos Açores, da Madeira, das Canárias e de Cabo Verde. Pois bem, gostaria de saber se o adjetivo em apreço apenas qualifica estas ilhas do ponto de vista geográfico, da fauna, da flora, do clima, ou se qualifica também os seus habitantes, de modo que pudéssemos dizer: «populações macaronésias» ou «povos macaronésios».
Ficaria também contente se me dissésseis se macaronésio é também um substantivo, de maneira que se pudesse dizer «o macaronésio», ao fazermos menção de um homem nascido em um desses arquipélagos.
Gratíssimo eternamente.
Paródia vs. sátira
Tenho ouvido bastantes vezes o termo paródia empregado, e sempre me soou ao inglês parody. De todas essas vezes me pareceu que seria mais adequado usar o termo sátira do que o referido. Por exemplo, «O Último a Sair é uma sátira dos reality shows habituais», em vez de «O Último a Sair é uma paródia aos reality shows habituais».
Agradecia que me explicasse qual é a a forma mais adequada e, já agora, qual é a preposição que cada um destes verbos pede.
Estância vs. instância
Numa reportagem do telejornal de 9/7 sobre São Martinho do Porto, é referido que se trata de uma «"instância" balnear». Quando ouvi a palavra instância, julguei ter percebido mal e que se trataria de estância como sempre ouvi, mas entretanto apareceu escrito «a vila é instância balnear desde fins do século XIX». Está correto o uso da expressão «instância balnear»?
Os meus agradecimentos pelo esclarecimento.
Estupro e estrupo
O Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP), editado pela Academia Brasileira de Letras, abona os seguintes verbetes: estupro e estrupo.
Com fulcro nos dicionários de Caldas Aulete e António de Morais Silva, concluo que se trata de parônimos, mas, não, de formas variantes. Em síntese: apesar da falta da devida advertência na citada publicação, a exemplo do que se verifica em outros vocábulos (e.g. eminente e iminente), o abono da ABL não autoriza que se use estrupo por estupro. Submeto esse entendimento à douta apreciação dos que fazem esse preciosíssimo sítio, excepcional e incomparável serviço à língua portuguesa.
As grafias e as pronúncias de bilião e bilhão
A grafia da palavra milhão é a mesma em Portugal e no Brasil.
Porém, a partir daí, em Portugal ocorre uma alteração no sufixo, trocando-se o "h" por "i", ou seja, escreve-se "bilião", "trilião" etc., enquanto no Brasil permanece o mesmo "h" do milhão: "bilhão", "trilhão" etc. (o que me parece mais coerente).
Por que ocorre essa mudança em Portugal?
