DÚVIDAS

Sobre anáfora e elipse em títulos
Na elaboração da capa de trabalho acadêmico "Projeto de pesquisa", informei o tema "Curatela: inovações do instituto no atual Código Civil". Para minha surpresa, a professora apontou erro no tema e me descontou pontos, alegando que o Código Civil contém diversos outros institutos jurídicos como adoção, guarda compartilhada, tutela etc, que apresentaram, igualmente, inovações, e que, portanto, a omissão da palavra curatela após o termo instituto constituiria óbice ao entendimento da delimitação do tema proposto. Discordo totalmente desse raciocínio, já que a combinação da preposição com o artigo (de + o = do) define, claramente, a referência ao vocábulo curatela, ao qual remete, e cuja repetição entendo desnecessária e deselegante, até. Assim, não vejo aí omissão ou falta de clareza. Cito, ainda, outros exemplos de construções similares que reputo, igualmente, perfeitamente claras, dispensando a repetição de termos subentendidos. Exemplos: – Faculdade Pe. Arnaldo: dez anos de história da instituição; – Adoção: modificações do instituto no Código Civil de 2002; – Advocacia: o exercício da profissão nas empresas públicas; – Orientação à Monografia Jurídica I: plano de ensino da matéria; – Analfabetismo: a solução do problema transcende o aspecto econômico-cultural – Brasil: o que a população espera do novo governo Aguardo, com expectativa, resposta à indagação. Desde já, obrigado pela atenção.
O uso da interjeição de vocativo ó
Tenho uma dúvida em relação à palavra que expressa caso vocativo ó. Qual é o seu uso correcto? Pode-se usar além numa situação coloquial também numa situação formal? Tem de se usar só quando se vai chamar alguma pessoa, ou também posso usá-lo para animais e coisas (por exemplo, em poesia)? Em que países lusófonos se utiliza aquela palavra? Se eu dissesse ó num país onde não se costuma empregá-lo, a gente me entenderia? Qual é a origem dessa palavra e como se usava? E existiu alguma modificação no seu significado até hoje? Muito obrigado por tudo.
Sobre maiúsculas iniciais na forma por extenso das siglas (escrita académica)
Normalmente, quando uma sigla é citada pela primeira vez, ela vem com seu significado, com as letras iniciais em maiúsculo. Por exemplo: «A END — Estrutura Nominal do Discurso — é criada com a finalidade...» Assim, ao longo do texto eu posso referenciar à sigla "END" diretamente. Por outro lado, há situações em que é preferível escrevê-la por extenso («Estrutura Nominal do Discurso»). Minha dúvida é: quando eu referencio uma sigla por extenso (que já foi definida anteriormente, como no exemplo acima), devo fazê-lo com as letras iniciais em maiúsculo ou em minúsculo? Na primeira vez em que ela é citada, obviamente deve ser em maiúsculo, mas nas demais? Um exemplo de continuação da frase acima seria: «Sabe-se que a estrutura nominal do discurso é muito útil para...» — minúsculo ou maiúsculo? Obrigada.
O natural de Praga (República Checa)
Venho aqui colocar-vos uma pequena grande dúvida. Qual o gentílico utilizado nas referências aos habitantes de Praga, na República Checa?Nas minhas incursões pelas ondas virtuais deparei-me com ambos os termos "praguense" e "praguiano" e, conquanto o primeiro se identificava como gentílico, o segundo termo apareceu num artigo de geologia ou arquitectura, ainda assim, a existência de ambos, e a aparente plausibilidade dos dois termos, levou-me a questionar qual o adjectivo mais adequado.Obrigado!
Razão do uso de Deus sem artigo
Vendo a vossa resposta n.º 28 126, pensei em colocar-vos uma questão, que me intriga há anos, e que não sei se já foi colocada aqui. Existe algum motivo pelo qual a palavra Deus não vem precedida de artigo definido, enquanto «o Diabo» pode vir precedida do mesmo? Engraçado, é que isso acontece também em outras línguas: inglês — God mas «the Devil»; francês — Dieu mas «le Diable». Obrigado.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa