DÚVIDAS

Acerca do relativo cujo
Certa vez li um artigo cujo autor expressou a opinião de que o pronome relativo cujo está na realidade com os dias contados, ou seja, previu-se a sua extinção para dentro em breve. De fato, pelo menos aqui no Brasil, quase ninguém o emprega na linguagem falada e, quando se usa na escrita, muitas vezes esse pronome está fora de propósito (sem função ou com função errada). Vendo o quadro por esse lado, realmente não existem boas perspectivas para a sobrevivência do cujo, o qual tende a sumir-se como tem acontecido à mesóclise. Parece-me que o cujo sofre da «síndrome de Filinto Elísio», que o empregava muito mal. Qual é, portanto, a vossa opinião? Credes também que o cujo não sobreviverá?
Acerca do verbo devastar
Agradeço esclarecimento quanto à existência em português do verbo devastar  e seus derivados — devastado —, que vejo ser utilizado verbalmente (e não só). Ou é apenas mais um anglo-saxonismo («I´m devastated!»)? Adicionalmente, e caso ainda não faça parte do léxico português, quais os termos que podem ser usados em sua substituição? Dizimar, arrasar... são os que ocorrem neste momento. Obrigado.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa