«O inacreditável esplendor e beleza...»
Estou com dúvidas na construção desta frase: «O inacreditável esplendor e beleza daquela vista deixavam-nos de coração cheio.»
Atendendo à concordância em número, não sei se deveria escrever: «Os inacreditáveis esplendor e beleza daquela vista deixavam-nos de coração cheio.» Julgo que não, mas a questão é que o adjectivo «acreditável» refere-se tanto a «esplendor» como a «beleza». Por outro lado, creio ter ouvido um linguista explicar há tempos que, quando o objecto não é quantificável (quando não tem limites concretos), está correcto manter tanto o adjectivo como o verbo no singular, ainda que a frase refira mais do que um desses objectos. Qual a resposta correcta? E qual a explicação?
Muito obrigado.
O sujeito nulo e os seus subtipos
Estou com uma dúvida há cerca de dois dias e, como tal, vim consultar o vosso site. Pesquisei aquilo que tinha a pesquisar, e logo me apareceu o resultado: subtipos do sujeito nulo (ou algo do género). Como não está bem explícita a definição de ambos os subtipos (palavra de estudante de 6.º ano), fui procurar noutros sites mas em nada resultou. Peço agora a vossa ajuda... Poderiam enviar-me uma definição mais acessível?
Agradeço a atenção.
«Há que fazer ajustes»
«Há que se fazer ajustes de curto prazo», ou «Há que se fazerem ajustes de curto prazo»? Por quê?
Obrigado.
«Mesmo eu» vs. «eu mesma»
Está correto dizer «Maria, só você mesmo»? Ou devo usar «mesma»?
O uso de permissividade e de permissão
Qual é a forma correcta?
«Não era o que ela conjecturava, a ideia que fazia das suas quedas, dos seus vícios, da sua vida que o irritava, mas a permissividade que se autorizava de o querer admoestar.»
ou
«Não era o que ela conjecturava, a ideia que fazia das suas quedas, dos seus vícios, da sua vida que o irritava, mas a permissividade que se autorizava em o querer admoestar.»
Com os meus agradecimentos.
Oração consecutiva vs. oração relativa: um caso de ambiguidade
Antes de mais,agradeço o contributo que têm dado, ao longo de vários anos, para melhor se compreender, falar e escrever a língua portuguesa.
Na análise da frase, abaixo transcrita, surgiram-me algumas dúvidas.
«A era do petróleo criou prosperidade a uma escala que as gerações anteriores não poderiam sequer imaginar.»
A oração iniciada por que será subordinada adjetiva relativa restritiva, ou subordinada adverbial consecutiva (dado que estará implícito, na subordinante, que «criou prosperidade a uma escala [tal] que...»)?
Agradeço a paciência e disponibilidade!
«O suficiente» = bastante, suficientemente
Desejo saber se 1) «o bastante/suficiente» é uma expressão adverbial; e se 2) algum gramático abona tal classificação. Exemplo: «Eu lhe dei um apartamento. Foi um ato generoso o bastante/suficiente do seu ponto de vista?» Realmente, é curiosa esta construção... não encontrei explicação em lugar algum. Por isso recorri a vocês.
Obrigado!
«Um milhão e uma pessoas»
Qual está correcto e porquê?
– «Um milhão e uma pessoa.»
– «Um milhão e uma pessoas.»
Obrigado.
As preposições associadas a soterrado
Estou com dúvidas quanto à construção desta frase:
«Quase toda a estrada estava soterrada pelo lixo.»
Devemos escrever «soterrado por», «soterrado em» ou «soterrado de» – partindo do princípio de que, aqui, «soterrado» é usado como imagem, não sendo a terra a cobrir a estrada?
Muito obrigado.
Haja + infinitivo (português do Brasil)
«Haja a jogarmos conversa fora!»
Esta frase é correta, ou seria «haja jogarmos conversa fora!»?
Grata.
