«Onde», «em que», «no qual»
No exemplo, devemos escrever «no qual desenvolve», «onde desenvolve», «em que desenvolve»?
Ex.: Friedrich Froebel (1782-1852) funda os “jardins de infância” (1840), aplicando um novo método educacional, essencialmente antiformalista, onde desenvolve recursos didáticos também aplicáveis a crianças deficientes mentais, que ainda hoje se mantêm atuais.
Semiose e semiótica
O termo semiose não se encontra no Dicionário da Língua Portuguesa. Será correto substituí-lo por semiótica?
O significado de prosmeiro
Que sinónimos tem a palavra prosmeiro?
Intramodelo e intermodelos
A propósito nomeadamente da sequência em inglês «... determine the most efficient within- and between-model transitions...», coloco a questão de como converter devidamente para o português os adjetivos ''within-model'' e ''between-model''.
Uma hipótese seria «dentro do modelo» e «entre modelos», respetivamente. Mas não é possível usar através do uso dos elementos de composição intra e inter uma outra tradução, possivelmente mais elegante, adjetivando as referidas transições? Analogamente, a expressão «within- and between-sample analyses'» não se poderá traduzir por «análise intra-amostra e análise interamostras»?
Muito obrigado pelo esclarecimento.
O uso do gerúndio simples e composto
Na seguinte passagem de um artigo sobre o terramoto que aconteceu no ano passado no Nepal, lê-se:
«Os dois amigos chegaram ao Nepal na noite de 24 de abril, após uma longa viagem de mochila às costas por vários países asiáticos. A aventura, julgavam, estava perto do fim. Quinze horas depois de aterrarem, o chão tremeu, matando quase nove mil pessoas.»
Não será mais correto utilizar aqui o gerúndio na sua forma composta, já que a morte das pessoas foi consequência do tremor de terra («o chão tremeu, tendo matado quase nove mil pessoas»)?
«Chover chuviscos» ou «chuviscar»?
«Chover chuviscos» é erro?
Os significados da locução «tanto que»
Qual o exato significado da locução temporal «tanto que»?
Obrigado.
«A telefonema», ou «o telefonema»?
No livro Não é errado falar assim, Marcos Bagno menciona telefonema como substantivo de gênero variável. Eu nunca ouvi «a/uma telefonema» em Botucatu, SP, Brasil, sempre «o/um telefonema» (se se tornou feminino nestes últimos anos, não saberia dizer). Procurando no Twitter, noto que pessoas de várias regiões do Brasil usam, efetivamente, o substantivo como feminino, mas não só no Brasil, algumas em Portugal também, apesar de «o/um telefonema» continuar a ser a forma maioritária em ambos os países. Têm alguma informação a respeito?
Adequar vs. adquirir
Gostaria de tentar esclarecer uma dúvida relativamente à utilização do termo adequar ou adquirir.
Contextualizando:
Na definição de líquido diz-se, habitualmente, que estes adquirem a forma dos recipientes.
Na construção de uma frase relativa ao tema, escrevi o seguinte: «A água adequa-se à forma dos recipientes que a contêm.»
Foram várias as pessoas que se insurgiram contra a utilização do termo “adequa-se”. Sugerindo que se deve dizer, como é mais habitual, «A água adquire a forma dos recipientes que a contêm».
Não obstante a questão de se tratar (ou não) de um verbo defetivo, assunto sem consenso e por isso de livre escolha, considero que, pelo significado de cada uma das palavras, o termo mais correto será mesmo “adequa-se”, e não “adquire”.
Gostaria de obter a vossa opinião sobre esta questão.
Muito obrigado.
Emocionante ≠ emotivo
Tenho visto na imprensa a utilização recorrente do adjetivo emocionante em contextos que considero desadequados. Por exemplo, expressões como: «Relatos emocionantes...», referindo-se a testemunhos de sobreviventes no atentado no aeroporto de Istambul. Não seria mais correto escrever «relatos emotivos...»? É que, para mim, embora muitas vezes sejam sinónimos, no caso, testemunhos tão traumáticos, qualificar-se-iam como «emotivos» – e nunca como «emocionantes»!...
