DÚVIDAS

Pronominalização de nomes próprios
Gostaria de saber se é possível a pronominalização dos nomes, em caso de omissão de artigos. Exemplo: «Armando Guebusa terminou a sessão; vimo-lo a sair...» — repare-se que há omissão do artigo, pelo que, dum ponto de vista rigoroso, no meu parecer, a frase seria «vimos a ele» (situação agramatical); para isto, há um argumento mais forte na vossa resposta Amar a Deus, Ver a Deus, etc. No entanto, neste caso, pronominalizando os termos, ficaria sendo agramatical — «Amar-Lhe», «Ver-Lhe»; e visto também que o nome Deus, entre outros, dá lugar à omissão do artigo. O facto associa-se, ainda, aos nomes das entidades, figuras, estadistas (o caso que me referi acima – Armando Guebuza), quando estes são mencionados em situações que exigem certa formalidade. No entanto, algumas prominalizações: 1. «O avião chegou; eu vi-o a aterrar.» 2. «Deus ama os homens; amem-nos também.» 3. «Moisés falou com Deus; se provável, ele vi-O.» — É correcto? Sem querer causar algumas confusões, a pergunta é, portanto: como ocorre a pronominalização dos nomes sem artigos? Muito agradeço a atenção; e bom trabalho!
Datas aproximadas: «(em) cerca de 1541»
Ao fazer a revisão de um texto, corrigi a oração «(...) que aí terá nascido cerca de 1541» para «(...) que aí terá nascido em cerca de 1541». O autor do texto questionou a validade da correcção, e eu gostaria de saber qual é a forma correcta. Ao pesquisar o site, apenas encontrei referência à dúvida «nascido em» ou «nascido a», e a explicação apresentada sustenta a minha correcção. A colocação do advérbio cerca permite omitir a preposição? Obrigada.
O advérbio nomeadamente como «muleta da linguagem»
A alínea d) do art.º 185.º do regulamento do contrato de trabalho em funções públicas refere que se consideram justificadas as faltas «motivadas por impossibilidade de prestar trabalho devido a facto que não seja imputável ao trabalhador, nomeadamente doença, acidente ou cumprimento de obrigações legais». O nomeadamente, como já li numa resposta dada aqui (24 817), não significa «circunscrever», podendo abarcar outras situações para além daquelas referidas a título principal, não é verdade? Como afirmam, «não ficam obrigatoriamente esgotadas todas as possibilidades, quando se enumeram algumas hipóteses após o seu emprego, apenas implica que enunciamos as mais importantes». Contudo, numa outra resposta (4684) é dito que nomeadamente significa «designando o nome» circunscrevendo aos nomes aí referidos. Em que é que ficamos? Em que situações é que circunscreve e em que situações isso não acontece? E na questão que coloco, o que se deve entender? Obrigada. Aguardo resposta breve.
A diferença entre sabedoria e conhecimento
Qual a diferença entre sabedoria e conhecimento? Contudo, pesquisei num dicionário, e encontrei o seguinte, entre outras definições: I. Conhecimento, nome masculino: 1. faculdade de conhecer 2. relação directa que se toma de alguma coisa 3. noção 4. informação 5. experiência 6. domínio teórico e/ou prático de determinada área 7. FILOSOFIA forma de entendimento que representa o acto de conhecer implicitamente contido na coisa conhecida 8. pessoa com quem se têm relações sociais II. Sabedoria, nome feminino: 1. grande abundância de conhecimentos; erudição; saber 2. qualidade de quem é sabedor; bom senso 3. conhecimento rigoroso da verdade 4. ciência; razão 5. prudência; rectidão 6. conhecimento popular; saber empírico No entanto, continuo em profundas confusões; e não sei se as definições acima bastam, pois poderiam, ilustres irmãos (na Língua), dar-me um argumento com mais precisão, claro e abreviado. Agradeço a atenção!
A utilização do hífen em pospositivos de origem tupi
Gostaria de saber como fica a utilização do hífen em pospositivos de origem tupi, como -mirim e -guaçu, com o novo acordo ortográfico. Exemplos: moji-mirim, moji-guaçu, biritibamirim, embu-mirim, embu-guaçu, apiaí-mirim, barueri-mirim, capivari-mirim, baquirivu-guaçu, jacaré-guaçu, taquari-guaçu, taquari-mirim, supucaí-mirim, etc. [Notem, todavia, que] não estou interessado no uso feito pelos topônimos, que, em geral, não observam regra alguma. Gostaria de saber qual seria a regra correta, tanto a antiga quanto a moderna, para esses casos, quando consideramos esses substantivos meras palavras (ainda que não sejam observadas). Ou seja, se a palavra anterior termina em sílaba tônica, ou em determinada vogal, o uso seria, obrigatoriamente, com hífen ou tudo junto, a partir de agora? Segue minha pergunta anterior novamente (removi as letras maiúsculas para não pensarem que se trata de topônimos). Obrigado.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa