DÚVIDAS

Discurso direto e frases justapostas + qual...?
Na frase «"Amanhã não vou às aulas", disse o João», penso que o segmento entre aspas desempenha a função de complemento directo: O João disse o quê?, razão pela qual a vírgula é obrigatória (regra que diz que quando o complemento directo precede um verbo declarativo do qual depende, então tem de haver vírgula). Por analogia, quando escrevemos a frase «"Qualquer dia nem podemos sair de casa", lamenta-se o meu vizinho de cima», qual é a função sintáctica do segmento entre aspas? E qual é a regência do verbo lamentar-se? Já agora, podemos dizer «qual a regência do verbo (...)?», como tantas vezes ouvimos, ou temos de dizer «Qual é a (...)?»? Desde já agradecida pela disponibilidade.
A história da forma verbal peço (pedir)
Ao iniciar minha revisão da língua portuguesa (do Brasil), durante a passagem pela história da língua, percebi que havia uma relação entre o galego e o português. Resumindo, constatei que o verbo pedir, no presente do indicativo, é semelhante, porém, não há o ç. De onde veio, ou porque foi colocado este ç se a suposta forma "arcaica" do português não o tinha (pido)? Constatei a presença do ç em ambas as [variedades da língua]: português do Brasil e português europeu, no entanto não no galego. Uma de minhas fontes foi este endereço. Obs.: Sou formado apenas no ensino médio, não possuo um profundo conhecimento na língua, estou "descobrindo" este mundo com mais detalhes somente agora. No mais, desde já, agradeço pela atenção.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa