«Ligar patavina»
«Deixaram de ligar patavina.»
Isto é relativo a um papá que gosta muito de futebol:
«Para grande desgosto dele, os filhos, depois de ficarem crescidotes, deixaram de ligar patavina ao futebol.»
Não há aqui uma repetição (deixaram + patavina)? A frase está correcta apesar da provável repetição?
Muito obrigado.
Classificação de -o
Em Disseram-mo («Disseram-me que tinha de ser assim») e entregam-mo («Esta semana, entregam-me o livro que encomendei»), temos um pronome demonstrativo, ou pessoal?
O neologismo aprendibilidade
O termo learnability é utilizado em vários domínios. No contexto da usabilidade, este termo surge nestes termos: a facilidade como o uso de um determinado produto é aprendido. Existem alguns autores que, em português, utilizam o termo «aprendibilidade» ou «aprendabilidade». Qual seria o termo mais correcto para learnability?
Discurso direto e frases justapostas + qual...?
Na frase «"Amanhã não vou às aulas", disse o João», penso que o segmento entre aspas desempenha a função de complemento directo: O João disse o quê?, razão pela qual a vírgula é obrigatória (regra que diz que quando o complemento directo precede um verbo declarativo do qual depende, então tem de haver vírgula). Por analogia, quando escrevemos a frase «"Qualquer dia nem podemos sair de casa", lamenta-se o meu vizinho de cima», qual é a função sintáctica do segmento entre aspas? E qual é a regência do verbo lamentar-se?
Já agora, podemos dizer «qual a regência do verbo (...)?», como tantas vezes ouvimos, ou temos de dizer «Qual é a (...)?»?
Desde já agradecida pela disponibilidade.
Sobre a formação de "ciclistar"
Associada ao acto de utilizar uma bicicleta, a palavra "ciclistar" foi alvitrada por um aluno. Contudo, uma busca em dicionários da língua portuguesa (não brasileira) não encontrou esta palavra (verbo) ou outra equivalente. Referindo à etimologia das palavras ciclismo e ciclista, agradecia que me explicassem se "ciclistar" poderia ser justificada.
Agradecido.
A sintaxe do verbo resistir
«Elas não resistem aos doces.»
Nesta frase, o constituinte «aos doces» é considerado complemento oblíquo, ou complemento indireto?
Muito obrigada.
«Dar (uma) boleia»
«Ó vizinho, é capaz de me dar boleia para o hospital?», ou «Ó vizinho, é capaz de me dar uma boleia para o hospital?»?
«Ele deu-me boleia para o hospital», ou «Ele deu-me uma boleia para o hospital»?
«Dar boleia» é correcto?
Muito obrigado.
«Ver uma luz ao/no fundo do túnel»
«Finalmente ele viu a luz ao fim do túnel», ou «Finalmente ele viu a luz no fim do túnel»?
Qual é a frase que se usa mais? Qual é a mais correcta?
«Vestido de/com»
1. «Ele recebeu-me em casa de pijama.»
2. «Ele recebeu-me em casa vestido de pijama.»
3. «Ele recebeu-me em casa vestido com um pijama.»
A primeira frase está correcta? E a segunda? Terei de usar obrigatoriamente a última frase?
Muito obrigado.
A história da forma verbal peço (pedir)
Ao iniciar minha revisão da língua portuguesa (do Brasil), durante a passagem pela história da língua, percebi que havia uma relação entre o galego e o português. Resumindo, constatei que o verbo pedir, no presente do indicativo, é semelhante, porém, não há o ç.
De onde veio, ou porque foi colocado este ç se a suposta forma "arcaica" do português não o tinha (pido)?
Constatei a presença do ç em ambas as [variedades da língua]: português do Brasil e português europeu, no entanto não no galego.
Uma de minhas fontes foi este endereço.
Obs.: Sou formado apenas no ensino médio, não possuo um profundo conhecimento na língua, estou "descobrindo" este mundo com mais detalhes somente agora.
No mais, desde já, agradeço pela atenção.
