Promoçãozão
Gostaria de saber se não estará errado a cadeia de supermercados Continente usar o termo Promoçãozão para se referir, em publicidade, a superdescontos. Não deveria ser antes – mantendo o registo informal – promoçãozorra ou promoçãozona, sendo promoção um termo feminino?...
Obrigado.
Dresina
Como tenho encontrado opiniões díspares mesmo no âmbito ferroviário, gostava de saber como se deve dizer em português, se "dresine" ou "dresina" (ou nenhuma delas) e qual a origem da mesma.
Obrigado.
«Regressar com notícias»: análise sintática
Na frase «Eles regressam com uma má notícia», poderei afirmar que o segmento «com uma má notícia» é um modificador verbal, uma vez que o verbo regressar só seleciona a preposição a ou de, ou será que devo dizer que é um complemento oblíquo à semelhança do que acontece com expressões como: «Regresso de Lisboa» ; «Regresso a Lisboa»?
Agradeço desde já a vossa colaboração.
O género gramatical de relé
Gostaria de saber se a palavra relé (usada no contexto da electricidade) é feminina ou masculina.
Coloco a questão, pois nos dicionários online encontrei informações contraditórias.
Agradeço desde já a atenção dispensada.
Dioniso e Dionísio
Dioniso, ou Dionísio? Hoje em dia toda a gente diz Dionísio, mas em praticamente todos os livros o deus grego do vinho surge amputado de acento e i. Qual é a versão correcta?
Obrigado.
Tempos verbais na apresentação de uma tese
Gostaria de que esclarecessem uma questão sobre emprego do tempo verbal com que eu e minhas colegas da faculdade de Psicologia sempre ficamos em dúvida .
Algumas colegas defendem que, na introdução de um trabalho acadêmico, se deveria, obrigatoriamente, usar o verbo tão-somente no futuro do presente. Argumentam que, na introdução, se relataria, em breves pinceladas, o que, de forma mais detalhada, se falará futuramente no decorrer do texto de que faz parte a referida introdução. Por exemplo: «O presente trabalho buscará avaliar a capacidade do indivíduo em relação a...»
Pois bem. Se o próprio Camões, na “introdução” de Os Lusíadas (Canto I), escreve «Cantando espalharei por toda parte...», não sou eu certamente que me arriscaria a dizer que elas estão erradas quanto a usar o verbo no futuro.
Mas será que usar o verbo no passado também não estaria correto? Por exemplo: «O presente trabalho buscou avaliar a capacidade do indivíduo em relação a...» Ora, seja na introdução ou não, estamos relatando um trabalho que, na verdade, já foi feito, no passado, em um momento anterior ao texto que estamos redigindo, para formalizar esse trabalho realizado.
Será que não é só uma questão de perspectiva, de decidir em que momento do tempo poremos o enunciador em relação ao fato que ele enuncia e de decidir qual fato afinal importa destacar? Devemos destacar o trabalho realizado, que se formaliza com o texto, ou destacar o próprio texto cujo curso segue após sua introdução?! Fico imaginando também se, com o verbo no passado, o texto ficaria mais discreto, como talvez conviesse a um texto científico. Não se trata de poesia, vale lembrar. Aliás, será que o verbo no passado produziria um efeito de maior certeza sobre o que foi feito, ao passo que o verbo no futuro não, pelo menos no caso em tela?
Muito obrigada.
Padelista
Como se designa um praticante de padel?
«A terça parte»: quantificador numeral fracionário?
«A terça parte», correspondendo a «um terço», pode considerar-se um quantificador numeral fracionário?
Docente e discente
Sou professora de uma instituição de ensino brasileira e devo dizer que gosto muito do Ciberdúvidas, é uma fonte de consulta excelente!
Gostaria que me esclarecessem a seguinte questão: posso utilizar o termo discente como substantivo? Verifiquei no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa [da Academia Brasileira de Letras] que discente é adjetivo, mas tenho lido em vários documentos o termo «o discente». E o que dizer de docente?
Desde já agradeço sua atenção.
As formas regionais "deia" (= dê) e "vaia" (= vá)
Dos erros de língua que os falantes produzem, os que mais me inquietam são, sem dúvida, o desrespeito pela reminiscência do sistema casual latino (o célebre *«vi ela») e a falta de sensibilidade estética em colocando os pronomes pessoais com função de complemento (o não menos omnipresente *«porque sentei-me»). Logo a seguir vêm aquelas deformações expressivas das formas do presente do conjuntivo:
(i) «Estás pr'aí a estrabuchar... Tu queres é que eu te *"deia" uma boa palmadona!»
(ii) «Mas se tu não me falas, porque é que queres que eu *"vaia" à festa?»
Gostaria de saber se apontais alguma explicação para este arrebatado prolongamento tão caricato...
