DÚVIDAS

Unificação da língua
Tinha entendido que os países de língua portuguesa haviam unificado sua grafia. Contudo, ao ler "Rodrigues, O Intérprete", de Michael Cooper, com tradução de Tadeu Soares, Quetzal Editores, Portugal, 1994, ainda encontrei várias discrepâncias da maneira como se escreve aqui no Brasil. Por exemplo: facto, exactidão, actividades, protecção, efectivo, acção, projecto, espectaculares, leccionou, correcta, acto....etc., o uso de um "c" que não mais usamos aqui no Brasil. Ou, outro exemplo, o uso do "p" em baptizado, baptismo, optimismo,...etc. E a grafia de "dezassete" e"dezanove" em vez de dezessete e dezenove. O que é correto?
Brasil. Dicionários: Aurélio e portugueses
Noto que mais que de há uns tempos atrás, respostas em Ciberdúvidas recorrem a um dicionário da língua brasileira, o "Aurélio". Por que é que não se cria, se não existe ainda, a palavra Portuguesa de acordo com as nossas regras linguísticas? É bem sabido que a língua brasileira em muito difere da portuguesa embora tenha muitas raízes comuns, mas que evoluiu diferentemente em muitos aspectos devido ao meio onde se desenvolve. O mesmo se deu com o Português de há 800 anos até hoje em relação ao galego, leonês e ao castelhano! Outros países da Europa, especialmente a Alemanha, esforça-se por encorajar evolução coerente da sua língua oficial! Respeitosamente.
Cauboiada e coboiada
Muito agradeço a vossa resposta a minha pergunta sobre a forma de escrever a palavra coboiada, ou como vocês preferem, cauboiada. Pode algum dos senhores consultores esclarecer-me por que razão na 'Balada da Praia dos Cães' do saudoso José Cardoso Pires, se pode encontrar 'cóboiada' (e não cauboiada, nem sequer coboiada)? A palavra 'cóboiada', que naturalmente existe porque JCP a utilizou, é esdrúxula? Como se chamam as palavras com sílaba tónica na ante-antepenúltima sílaba (a quarta a contar do fim)?
Plural de estrangeirismos, unidades e de siglas
Não será altura de encarar de frente o facto de muitos neologismos provindos ou de outras línguas, ou de acrónimos, que terminam em consoantes que não são as habituais em Português, ou ainda por trazerem uma fonética invulgar, terem passado ao uso corrente, como substantivos e, portanto, deverem ter uma forma de plural. Exemplos são os nomes de unidades do sistema SI (antigo sistema métrico decimal), como watt,volt,dalton, ou siglas como PIN (NIP) ou CD-ROM (/róme, não /rõ). Para as unidades, já nos habituámos há muito a dizer volts ou watts (as formas rebuscadas vátio, vóltio, etc, não pegaram), mas ainda estranhamos que se possa dizer PINs ou CD-ROMs. E não adianta dizer que são siglas e não devem ter plural, porque não só a Conferência Internacional dos Pesos e Medidas especifica que os nomes das unidades admitem plural (não os seus símbolos, V, W, m, kg,etc.) como um CD-ROM é um objecto real e palpável, tal como um lápis ou um telefone, cujos nomes são substantivos. Quais as normas a seguir, se não quisermos esconder a cabeça na areia? Cf. Plural de CD-ROM e CD-Rom e PIN
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