DÚVIDAS

Ritmo das palavras (entoação)
Estudo português nos Estados Unidos. Entendo bem o silabário das palavras e as sílabas tónicas. O que não é muito claro para mim é como determinar a acentuação secundária, etc., ou seja, o ritmo da língua. Por exemplo, na palavra "inteligibilidade", a sílaba tónica é "-da", ou seja, a penúltima sílaba. Mas qual seria o ritmo da palavra? E dizer, as outras sílabas recebem a mesma ênfase? Diria que não. Por exemplo, acho que "-gi" recebe mais ênfase do que "-li" ou "-de", mas nao sei. Imagino que existiria regras para o ritmo interior das palavras e talvez regras distintas para palavras compostas e palavras com afixos. Agradeceria muito uma explicação com exemplos. Obrigadinha.
Uso da 2.ª pessoa do plural, novamente
Lamento, mas não é convincente a resposta de A. Caffé – que veio em socorro de João Carreira Bom – à minha consulta sob o título "Uso da 2.ª pessoa do plural, mais uma vez". Diz ele: "...o emprego da segunda pessoa do plural, na linguagem corrente do Brasil, afecta a identificação da pessoa que fala, ou seja, cria uma barreira entre o falante e o ouvinte ao indicar um domínio dos instrumentos de comunicação que o ouvinte não tem, por não o utilizar no seu cotidiano." Concordo em que o uso da segunda pessoa do plural, no Brasil, "afeta a identificação da pessoa que fala", mas jamais posso supor que afeta a compreensão da pessoa que ouve. Pois foi isto que João Carreira Bom afirmou, ressalvando que este fenômeno existe no Brasil, não em Portugal. Por outro lado, espero que A. Caffé não esteja insinuando que a generalidade dos ouvintes no Brasil não dominam um certo "instrumento de comunicação", no caso, o uso da segunda pessoa do plural. Há os que não o dominam (uma criança de 3 anos, por exemplo), e há os que o dominam (uma criança em fase escolar, aprendendo a conjugar os verbos). Obrigado.
Expressão francesa
Gostaria de vos perguntar qual a verdadeira expressão francesa que se inicia com "bon chic et bon...", querendo significar uma pessoa de gosto. É que já procurei em vários dicionários, inclusive nos de francês e não a encontro. Necessito desta informação para um trabalho que estou a realizar sobre o uso e abuso das interpretações de pensamento. Esta é uma expressão que está a ser muito usada nos tempos que correm.   Agradeço desde já a V. atenção e felicito-vos pelo excelente trabalho que têm desenvolvido em prol da nossa tão rica língua!
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa