DÚVIDAS

O aportuguesamento de nomes de regiões francesas
Desejo o veredicto confiável do Ciberdúvidas sobre este assunto. Aqui vão os nomes das regiões da França, com suas respectivas capitais, várias com as formas aportuguesadas. Peço-lhes que digam se as aportuguesações estão, ou não, rigorosamente corretas e, no caso das formas não aportuguesadas, apontem a aportuguesação certa: Alsácia, capital Estrasburgo; Alta Normandia, capital Ruão; Baixa Normandia, capital Caen; Aquitânia, capital Bordéus; Auvergne, capital Clermont-Ferrand; Borgonha, capital Dijon; Bretanha, capital Rennes; Centro, capital Orleães, Champanha Ardenas, capital Châlons-Sur-Marne; Córsega, capital Ajácio; Franco Condado, capital Vesonção; Ilha de França, capital Paris; Linguadoque Rossilhão, capital Mompilher; Limosino, ou Limusino, ou ainda Limosim, capital Limoges; Lorena, capital Metz; Médio Pirineus, capital Tolosa; Norte Passo de Calais, capital Lila; País do Loire, capital Nantes; Picardia, capital Amiens; Poitu-Charentes, capital Poitiers; Provença-Alpes-Costa Azul, capital Marselha; Ródano-Alpes, capital Lião, ou Leão.
Verbos defetivos impessoais e unipessoais
Consultei diversas gramáticas, prontuários e dicionários de verbos, mas nenhum destes me conseguiu elucidar em relação aos verbos defectivos impessoais e unipessoais. Não há um consenso em relação, por exemplo, aos tempos em que são conjugados esses verbos e às pessoas. Por exemplo: Chover, nevar, abrumar e anoitecer podem ou não ter imperativo? E quais os tempos que se conjugam? Podem ter gerúndio e particípio passado? E o infinitivo, é pessoal ou impessoal? E miar ou ladrar, zumbir, balir, cacarejar... (as vozes dos animais)? Conjugam-se todas as pessoas ou apenas a 3.ª do plural e do singular? Podem ter imperativo? E se podem, quais as pessoas que se conjugam? Obrigada.
A tropa no feminino
A propósito da guerra no Iraque, tem vindo à colação as patentes militares (masculinas pela tradição) com mulheres já assumindo cargos antes só de homens. Veja-se o caso americano, especialmente este caso muito mediatizado da soldado (ou soldada?) Lynch, resgatada num hospital-prisão iraquiano. A minha dúvida é exactamente a feminização dessas patentes militares (aliás, à imagem de outras situações de profissões/títulos antes coutada só de homens, como, por exemplo, presidente/a, primeira-ministra, ministra, secretário/a de Estado, comissário/a, vereador/a, embaixadora, arquitecto/a, engenheiros/as, médico/a, bombeiro/a, etc., etc.). Ou seja: porque não escrevermos e dizermos já soldada, marinheira, aviadora, sargenta, tenenta, capitã, majora, coronela, generala e marechala, sempre que for uma mulher com essas patentes? Gostaria de um esclarecimento de um dos vossos ilustres consultores.
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