DÚVIDAS

Os dialectos em Portugal
Qual a forma correcta de escrever? Em Portugal, para além do “mirandês”, há mais algum dialecto? Confesso nunca ter lido nada sobre o assunto mas julgo não existirem mais nenhuns dialectos em Portugal, quer continental, quer nos arquipélagos dos Açores e/ou da Madeira. As diferenças que existem entre os discursos das gentes de Lisboa, do Porto, do Alentejo, de Trás-os-Montes, das Beiras ou do Algarve, da Ilha da Madeira ou da Ilha de S. Miguel, etc., são muito mais de “sotaque”, de “calão” e de utilização de vocábulos e expressões muitas vezes até desconhecidos noutras regiões. Não concebo, portanto, que numa faculdade de Letras, numa universidade se peça a uma aluna que apresente um trabalho sobre o dialecto lisboeta em confronto com os “alentejano”, “transmontano” e “tripeiro”. Por favor elucidem-me se estiver errado.
O verbo no singular antes de sujeito composto
Rui Barbosa, em sua "Oração aos moços", escreve: «Mais pode que os seus azares a constância, a coragem e a virtude». Quando li este período, surpreendi-me com o que supus ser um "cochilo" do autor, para mim um dos maiores de nossa língua («Quandoque bonus dormitat Homerus», disse Horácio). Todavia, ao pesquisar em Napoleão Mendes de Almeida ("Dicionário de Questões Vernáculas", 4.ª ed., São Paulo, Ática, 1998, p. 587), na entrada "verbo no singular antes de sujeito composto", encontrei a explicação: «Se o sujeito composto vier depois do verbo, poderá ficar no singular». Surgiu-me, daí, a dúvida: qual a origem desta regra? O que a justifica? Grato pela atenção e parabéns pelo trabalho que realizam.
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