DÚVIDAS

«O Palmeiras», «o Caxias»…
Gostaria de saber o feminino de cabo (militar) e a pronúncia correta de clubes de futebol como Sociedade Esportiva Palmeiras e Sociedade Esportiva Recreativa Caxias do Sul. É correto na língua portuguesa dizer, no masculino, «o Palmeiras joga hoje», «o Caxias joga hoje», ou deve ser «a Palmeiras joga hoje», «a Caxias joga hoje»? O motivo da minha dúvida é que ambos são sociedade, palavra feminina, e, como tal, deviam ser nomeadas no feminino. Obrigado.
Constructo e construtivismo
Numa entrada do Ciberdúvidas de 1998, Amílcar Caffé, face à questão sobre a forma correcta de escrever a palavra constructo (constructo ou construto), indicava que o dicionário Aurélio aceitava as duas formas, constructo e construto. No entanto, dava a preferência a constructo – forma que acreditava ser a única aceite no nosso país. A questão que coloco prende-se com a palavra construtivismo que no Dicionário da Academia das Ciências de Lisboa surge sem c. Uma vez que me parece que as palavras constructo e construtivismo poderão ter a mesma origem, será aceitável que num caso empreguemos a letra c e noutro não?
Comissional e comissionável
Gostaria que me esclarecessem as seguintes dúvidas relativas aos termos comissional e comissionável, respectivamente. A sua utilização é no contexto de comissões de venda. É correcta a utilização do termo comissional como adjectivo de algo que determina a existência e o tipo de comissões? Ex.: «Plano comissional». É correcta a utilização do termo comissionável como adjectivo de algo que está sujeito a comissão? Ex.: «Unidade comissionável». Muito obrigado.
À volta de demais e de mais, novamente
D' Silvas Filho decidiu enviar-nos um texto sobre o demais e o de mais, depois de outro dos nossos consultores, Tavares Louro, lhe ter feito uma referência na resposta à pergunta que se segue. Ciberdúvidas Hoje, ao compulsar algumas páginas do Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa (DAC), para que luz desse às minhas incertezas, não logrei encontrar esclarecimentos sobre o que passo a expor: 1. É comum ouvir-se que um espectáculo foi "de mais", quando a ele se associam adjectivos encomiásticos (belíssimo, fantástico, etc.). Contudo, para tal acepção, o DAC não apresenta qualquer registo abonatório. "De mais" será, neste caso, a forma correcta de escrever esta expressão? 2. Não será "demais" relembrar que... Abonar-me-á a ortografia? 3. No referido dicionário (I, 1098), "demais" e "demais a mais" são considerados brasileirismos. Mas nem Fr. Domingos Vieira, no século XIX, no seu "Grande diccionario portuguez", se permite tal comentário! 4. A Academia prossegue, no segundo volume do mesmo dicionário (p. 2336), com a apresentação de exemplos que não deixam de suscitar dúvidas: a) "Comeste de mais." – Não deveria ser "comeste demais"? b) "Não foi porque estava cansada e de mais a mais não tinha dinheiro." – Pretenderiam escrever "demais a mais"? c) "Um facto por de mais sabido." – Fr. Domingos Vieira, op. cit., regista "por demais". Muito obrigado pela resposta que houverem por bem dar-me!
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