«Violência de género» e «igualdade de género»
As expressões “violência de género” e “igualdade de género(s)” são cada vez mais frequentes e aparentemente já foram consagradas por sociólogos, psicólogos, jornalistas, etc. Parece-me uma importação abusiva do inglês “gender”. “Género” em português é uma classificação gramatical e não significa “sexo”. Por outro lado, argumenta-se que a expressão de origem inglesa expressa melhor uma distinção alegadamente necessária: enquanto “sexo” é uma categoria biológica, “género” é uma categoria cultural. Argumenta-se também que os substitutos não são melhores: “igualdade de género” será melhor que “igualdade de sexos” (um erro biológico) ou “igualdade entre homens e mulheres” (expressão demasiado longa); “violência de género” será mais acertado que “violência doméstica” (nem sempre é “doméstica”), “violência sobre as mulheres” (também a há sobre os homens) ou “violência sexual” (manifestamente inadequada). De qualquer forma, a Real Academia Espanhola já se manifestou contra o uso de tal expressão em espanhol. Que dizer disto na nossa língua? Obrigado pela atenção.
O termo latino “laudatio”
O termo latino “laudatio”, utilizado por vezes em português, é masculino ou feminino?
A origem das palavras dardo e cutelo
Gostaria de saber a origem das palavras "dardo" e "cutelo". Obrigada!
A pronúncia da palavra empenho
A palavra "empenho" pronuncia-se "empênho" ou "empanho"?
A pronúncia de veado
Sou psicóloga e trabalho com crianças disléxicas (tal como eu) e com perturbações de linguagem.
Surgem-me frequentemente dúvidas sobre a transcrição fonética correcta de diversas palavras. Por exemplo, na palavra veado, o e tem valor fonético /i/ ou "e fechado"?
Podem informar-me qual o melhor livro a consultar que aborde esta área?
Agradeço antecipadamente
A pronúncia de folclore
Folclore tem o O aberto ou fechado? O dicionário Aurélio apresenta folclore sem indicação alguma, o que, por exclusão, significa que é aberto, pois este dicionário só indica a pronúncia entre parênteses quando a vogal E ou O são fechadas. Estou certo em acreditar que é com o O aberto, como sempre pronunciei e o que sempre ouvi (com exceção do meu professor de Literatura Brasileira e uma colega de escola que insiste que o O é fechado e diz ter provas a respeito disso)? Comparando com a pronúncia inglesa, da qual deriva, diria que as duas pronúncias são possíveis, já que em inglês, sobretudo nos Estados Unidos, o O antes de R pode ser aberto ou fechado, dependendo da região. Muito obrigado.
A diabetes
Penso que é mais correcto escrever "a diabetes" do que "os diabetes", mas que são aceitáveis as duas formas.
No caso da segunda, está correcto dizer "os diabetes são uma doença..."?
Doar, doa
A 3.ª pessoa do Indicativo Presente do verbo «doar» escreve-se «dôa» (com acento circunflexo)?
Torcicolo
Em primeiro lugar, e sem receio de me repetir em relação a tantos outros leitores, gostaria de agradecer o vosso precioso trabalho; o Ciberdúvidas constitui para mim uma preciosa ferramenta, da qual já não prescindo. Qual a pronúncia correcta da palavra "torcicolo"? Agradeço desde já a vossa resposta.
«Ao Filho, Deus deu todo o poder»
Gostaria que me dissessem qual vos parece ser a forma mais correcta de registar a análise sintáctica da frase «Ao Filho, Deus deu todo o poder». – primeira forma: Complemento indirecto – ao Filho Sujeito – Deus Predicado – deu todo o poder Complemento directo – todo o poder – segunda forma: Sujeito – Deus Predicado – ao Filho (.) deu todo o poder Complemento indirecto – ao Filho Complemento directo – todo o poder Creio que é a segunda, atendendo a que o complemento indirecto faz parte do predicado, embora na frase em apreço esteja deslocado. Porém, outra dúvida surge numa frase como: Brados de alarme atroaram, de repente, todo o palácio. Como deve ser registada a análise sintáctica: – desta forma? Sujeito – Brados de alarme Complemento determinativo – de alarme Predicado – atroaram, de repente, todo o palácio Complemento circunstancial de modo – de repente Complemento directo – todo o palácio – ou desta? Sujeito – Brados de alarme Complemento determinativo – de alarme Predicado – atroaram (.) todo o palácio Complemento directo – todo o palácio Complemento circunstancial de modo – de repente Aqui, diria que a primeira é a mais correcta. Mas a locução adverbial de repente é móvel, o que significa que, por natureza, digamos assim, não faz parte do predicado. Poderemos considerar que pelo facto de estar entre o verbo e o complemento directo o complemento circunstancial deve ser incluído no predicado? Agradeço a atenção e aproveito para louvar o vosso trabalho.
