O advérbio debalde (entre pontos finais)
Numa tradução de um conto popular chinês recolhido por Pearl Buck, aparece o advérbio debalde entre pontos finais. Tal facto não me chocou. Poderíamos ter substituído debalde por «em vão» e a situação continuaria a não me parecer chocante. Todavia os alunos perguntaram-me se um advérbio isolado poderia ocorrer como equivalente a uma frase. Gostaria que me ajudassem a responder a esta pergunta.
Muito obrigada.
Funções sintácticas de efectivamente, sim e não
Na frase «Efectivamente, a ficha parece fácil», qual é a função sintáctica de efectivamente, uma vez que se trata de um advérbio de afirmação e não de modo?
Na mesma linha de pensamento, qual é a função de outros advérbios, como sim e não?
Logo: advérbio e conjunção
Na frase «Mal entrei, vi logo na secretária o Poeta e o Gabriel», logo é um advérbio de tempo, ou é uma conjunção?
Uso do advérbio pessoalmente
Depois do anúncio dos resultados das eleições, ouvi alguns candidatos dizerem «já tive oportunidade de felicitar o meu adversário pessoalmente». Deduzindo que não estiveram fisicamente juntos, pergunto se a utilização do pessoalmente é correcta quando aplicada ao telefonema, SMS, e-mail, etc.?
A colocação do advérbio também
Antes de mais nada, gostava de dar os meus parabéns à equipa do Ciberdúvidas pela criação deste sítio. É excepcional!
A dúvida que gostava de expor ao Ciberdúvidas reside na colocação do advérbio também. Agradeceria que comentassem a sua colocação nas frases seguintes:
a) «Eu também fui a Vila Real.»
b) «Também eu fui a Vila Real.»
c) «Eu fui também a Vila Real.»
d) «Eu fui a Vila Real também.»
Empiricamente, uso a alínea a), mas encontro muitas pessoas a usarem a alínea b) e algumas a usarem a d). Como fui ensinada a colocar alguns advérbios junto ao verbo, parto do princípio que a alínea c) também está correcta; no entanto nunca a uso, pois a frase não parece fluir tão bem como a a).
Agradeço desde já a atenção dada à minha questão.
«Independentemente de» e «independentemente de que»
Gostaria de saber em que casos se usam estas duas locuções.
Os contextos de preferentemente, preferivelmente e preferencialmente
Gostaria, se possível, que dessem exemplos de utilização dos advérbios preferentemente, preferivelmente e preferencialmente, pois, nas consultas que fiz ao sítio, consta apenas que há uma sutil diferença que, por vezes, não consigo perceber. Por exemplo, nesta notícia do sítio terra.com.br: «O jogador argentino Defederico, contratado recentemente pelo Corinthians, preferencialmente (ou preferentemente, ou preferivelmente), atua pelos lados do campo.»
Obrigado!
«Talvez que...»
Gostaria de saber se é aceitável o uso do que depois de talvez em frases do género:
«Talvez que o tempo melhore amanhã.»
Obrigada!
A negativa da frase «Chegou o dia em que o Manuel teve...»
Como fica a negativa da frase «Chegou o dia em que o Manuel teve de ir para a escola»?
As classes de palavras de mais
Minha dúvida está relacionada com a pergunta já formulada por um consulente:
«Estreou nos cinemas mais um filme de vampiro.»
No entanto, gostaria de saber qual a classe gramatical da palavra mais.
Há diferença de classe dessa mesma palavra quando empregada nos seguintes contextos:
«Vamos promover mais uma festa.»
«Vamos promover mais de uma festa.»
«Não vamos promover mais festas»?
Há outros casos em que mais é classificada de maneira diferente das acima citadas?
Muito obrigada e parabéns pelo trabalho.
