Início Respostas Consultório Campo linguístico: Funções sintácticas
Clayton Batista Executivo de Contas Belo Horizonte, Brasil 682

Qual a concordância correta: «ele adquire conhecimentos que o torna capaz de...» ou «ele adquire conhecimentos que o tornam capaz de...»?

Leandro Peres Estudante Monteiro, Brasil 1K

Na frase em português «eu me sinto bem», o verbo é reflexivo, mas no inglês a frase fica assim: I feel good. A lógica no português é que neste caso a pessoa é praticante e vítima da ação ao mesmo tempo, mas no inglês não. Falando de uma maneira não gramatical, por que no português o verbo é reflexivo, e no inglês não? Por que existe a diferença na forma de pensar na ação (sentir) nessas duas línguas? A lógica não deveria ser a mesma?

Rodrigo Vasconcelos Advogado Belo Horizonte, Brasil 2K

O correto é dizer «deixei à Joana recado à Maria», ou «deixei com a Joana recado à Maria»?

Eu poderia dizer, simplesmente, que deixei recado à Maria, mas quero explicitar a quem incumbi de transmitir à Maria o recado que lhe deixei. Aqui, no Brasil, dizemos, comumente, «deixei com a Joana recado à Maria», mas acredito que esta forma não seja adequada à norma padrão do português, seja brasileiro, seja europeu, pois quem deixa algo o deixa a alguém, e não com alguém, salvo melhor juízo.

Procurei exemplos em corpos linguísticos (prefiro esta forma ao plural latino corpora: é tradução correta?) do português, mas encontro sempre «deixar recado a alguém», sem que se explicite a/com quem se deixou o recado a outrem.

Ana Monteiro Estudante Porto, Portugal 2K

Gostaria de saber qual a regência verbal do verbo roubar quando se indica a entidade roubada. Penso que haja uma diferença entre o português europeu (PE) e o português brasileiro (PB), no sentido de no PE a regência ser a e no PB a regência ser de.

Penso também que a é possível no PE, mas creio que com uma mudança de papel semântico, dando origem a uma frase distinta e com um foco diferente:

«Roubaram o doce ao menino.» — O menino foi vítima de um assalto (PE, impossível no PB).

«Roubaram o doce do menino.» — O menino foi vítima de um assalto (leitura PB), ou houve um assalto e foi levado o doce que pertencia ao menino –de Alvo para Fonte, talvez? – (leitura PE).

Obrigada pela atenção.

Orlando Brasalano Jornalista Lisboa, Portugal 633

Uma pergunta inusitada mas com pertinência circunstancial: deve dizer-se «Eu telefono-a» ou «Eu telefono-lhe».

O segundo modo é o corrente. Por que motivo?

Obrigado.

Maria Manuela Salvador Cunha Professora aposentada Porto, Portugal 534

Na frase «a tempestade parecia que queria destruir o mundo», qual é a função da segunda oração?

Isabel Jesus Professora Lisboa, Portugal 805

«Os anos que vivi na aldeia que me viu nascer», ou «os anos em que vivi na aldeia que me viu nascer»?

Diogo Maria Pessoa Jorge Morais Barbosa Estudante Lisboa, Portugal 766

Devemos escrever «Ele adorava-a como a uma deusa» ou «Ele adorava-a como uma deusa»? Devemos escrever «amar a Deus» ou «amar Deus»?

Obrigado.

Geraldo Bastos aposentado Bom Jesus da Lapa, Brasil 637

Há muitas dúvidas quanto a aplicação do infinito pessoal e impessoal. Muitas vezes, aplico o impessoal, quando em dúvida.

Na frase «a chama do Espírito Santo impulsiona os jovens a respirar (em) e seguir (em), etc.», creio que o infinito pessoal («respirarem») é o mais aconselhável. Qual a forma mais certa?

Paula Seara Reformada Lisboa, Portugal 569

É correcto dizer ou escrever «penso-te»?