DÚVIDAS

Docimasia
Deparei-me com a palavra docimásia (em caracteres itálicos) no livro Código Civil — Comentários Didáticos (l) — Parte Geral. Fui aos dicionários Aurélio e Houaiss e em ambos ela é escrita sem acento. Pesquisei o termo do Google e encontrei as duas grafias. Ora uma, ora outra, indistintamente. Pesquisei em dicionários jurídicos e de termos em latim e não encontrei nenhum dos dois verbetes... Em português, o correto é grafar a palavra sem acento, como apontado nos dicionários indicados acima? O autor do livro brasileiro, Antonio José de Souza Levenhagen, teria utilizado o itálico por se referir a termo de outra língua? Seria o italiano?
Pronúncia do "e" de "-ém" e "-éns"
Na língua portuguesa, o “e” das terminações “em” ou “ens”, da sílaba tônica das palavras oxítonas ou agudas, recebe um acento agudo, que indica, além de tonicidade, timbre aberto. Exemplos: “armazém”, “reféns”, “Belém”, “palafréns”, etc. Ocorre, entretanto, que, no português do Brasil, o supramencionado “e” não é pronunciado com timbre aberto, mas sim fechado. Dizemos, na verdade: “armazêm”, “refêns”, “Belêm”, etc. Em face disto, pergunto-lhes: por que os brasileiros usam essa acentuação gráfica que nada tem que ver com a pronúncia normal brasileira? Ela seria uma acentuação gráfica que corresponderia à pronúncia dos portugueses e que foi imposta a nós brasileiros? Como vocês, aí na Europa, pronunciam o “e” da sílaba tônica das palavras acima mencionadas e de outras do mesmo gênero? Muito obrigado.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa