Consultório - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
 
Início Respostas Consultório Área linguística: Estudos Literários
Domingos Xavier Gomes da Cunha Ferreira Lopes Jornalista Vila Verde, Portugal 256

Aludindo à crista espumosa das ondas, alguém dizia tratar-se de "cavalinhos". Temos igualmente o exemplo dos lendários "cavalos de Fão", tratando-se, neste caso, aglomerações rochosas existentes na zona do Ofir, Esposende. Há também o caso das rochas antropomórficas.

A questão é a seguinte: quer em relação aos cavalinhos das ondas, quer relativamente aos "cavalos de Fão", de que figura(s) de estilo estamos a falar? Simples metáforas, animismos, catacrese ?

Fernando Bueno Engenheiro Belo Horizonte, Brasil 705

Quais são as figuras de estilo ou linguagem nas frases seguintes, se é que as há?

«Era um especialista na arte de dizer tolices.»

«Empregava todo o seu esforço em não fazer nada.»

«A beleza dela é inversamente proporcional à sua inteligência.»

Agradeço a resposta desde já.

Vicente de Paula da Silva Martins Professor Universitário (UVA, Brasil, Ceará, Sobral) Sobral, Brasil 666

Ao longo da releitura de Capitães da Areia (edição de 1937), de Jorge Amado, deparei com esta construção: «– Tú não pode passar um dia sem bater coxas com esta bruaca, não é? Tú vae acabar tútú..» (CA, 1937, p.92). O que intrigou aqui foi a acepção para "tutu". Das quatro possibilidades de sentido para "tutu" (sem tantos agudos), nenhum se encaixa perfeitamente ao que espero do contexto. Qual o sentido para "tutu" no caso em tela?

Alexandra Figueiredo Socióloga Lisboa, Portugal 1K

Estou a fazer uma análise de conteúdo do discurso jornalístico sobre o crime. Deparo-me frequentemente com a expressão «morta a tiros de caçadeira» e ainda «disparou a matar». Para além da violência associada às expressões, fico com curiosidade sobre se, do ponto de vista da língua portuguesa, estarão corretamente formuladas.

Agradeço, desde já, a vossa atenção.

Gabriel Almeida Estudante Portugal 697

Venho por este meio tentar ser esclarecido sobre uma dúvida, o transcendentalismo. Sou estudante e tenho de apresentar um poema simbolista, depois de alguma pesquisa concluí que uma das características do simbolismo é o transcendentalismo que até agora não consegui perceber o que era.

Ficaria grato se me pudessem esclarecer e, se possível, dar um pequeno exemplo.

Obrigado

Lino Mendes Reformado Montargil, Portugal 940

No campo da poesia popular, [o que] devo considerar romance?

Diogo Pereira Lisboa, Portugal 732

Gostaria de saber de onde vem o significado da palavra orelhudo enquanto «viciante e facilmente memorizável para o ouvido», patente em expressões como «riffs orelhudos» ou «refrães orelhudos», usadas frequentemente por críticos de música, e que, curiosamente, não se encontra como uma das definições nos verbetes da Infopédia nem do Priberam.

Augusta Sá Estudante Lisboa, Portugal 15K

O que caracteriza o discurso direto livre? Como se distingue este do discurso indireto livre?

Obrigada.

Evandro Braz Lucio dos Santos Professor Santa Quitéria, Brasil 2K

A frase «começar do começo» é um pleonasmo vicioso? A justificativa é que só se começa do começo? Ou há erro em tal afirmação?

Filipe Direito Bolseiro de Investigação Porto, Portugal 1K

Descobri recentemente que o título da obra de Homero, Odisseia, se refere à forma grega do nome do herói da obra. Li entretanto que Ulisses é forma latina. É verdade? Porque é que em português se usam origens diferentes para o nome do livro e para o nome do seu herói? Existe em português a forma grega do nome Ulisses?

Obrigado.