Na segunda estrofe do poema "Fernão de Magalhães", podemos identificar o uso de duas metáforas.
Aqui o poeta descreve uma dança dos guerreiros que terão sido atacados pela armada e por Fernão de Magalhães, em particular. Estes guerreiros são descritos como Titãs, antigos deuses da terra que, na mitologia grega, antecederam os deuses do céu, o que evoca a sua ligação à terra ameaçada pela chegada dos estrangeiros. A exploração deste valor permite associar a referência aos Titãs como uma construção metafórica.
Na descrição da ação de Fernão de Magalhães usa-se a metáfora «quis cingir o materno vulto», que evoca a circum-navegação do planeta terra, aqui trabalhada com os valores de ventre materno, que assegura toda a vida, que é abraçado, envolto pelo marinheiro, num ato de grandeza com um toque de ternura.
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